Abertura do Congresso: O Envelhecimento Masculino no Séc. XXI

Eventos Médicos

Abertura do Congresso: O Envelhecimento Masculino no Séc. XXI

por site em 15 de abril de 2021


Envelhecimento e Testosterona na América do Norte: Relações com Variáveis Clínicas.
Harman, USA Kronos Institute

Em estudos longitudinais, T decresce em 1% o ano, começando na faixa de 30 anos, resultando que mais de 50% dos homens acima de 65 anos têm critérios bioquímicos para hipogonadismo. Estas diminuições foram correlacionadas com mudanças no envelhecimento na massa muscular e força, densidade óssea e libido, como também risco de eventos cardiovasculares e perda de função cognitiva. Tratamento de homens mais velhos com testosterona melhora massa magra e densidade óssea e reduz porcentagem de gordura corpórea. Testosterona também parece manter tanto libido masculina como função erétil, sendo esta última ação possivelmente mediada por um aumento local de síntese de oxido nítrico nos corpos cavernosos. Permanecem dúvidas em relação os possíveis efeitos adversos da testosterona especialmente na ateroesclerose e risco de hiperplasia de próstata ou câncer de próstata. Assim mais pesquisas são necessárias para delinear benefícios e riscos antes que recomendações definitivas possam ser feitas em relação á reposição de testosterona no velho.

O autor apresentou o estudo TEEAM, no qual a hipótese é de que o tratamento de testosterona não aceleraria aterogenese no homem. Estudo com 360 homens de mais de 60 anos e a medida da espessura da íntima da carótida está sendo feita neste estudo.

O Envelhecimento Masculino – A Perspectiva Européia
F.C.W. Wu, Inglaterra

Envelhecimento é um acidente evolucionário único no homem que só ocorria exepcionalmente até o último século. Prevenir ou adiar as morbidades do envelhecimento se tornou um objetivo prioritário com a tendência demográfica global em direção a uma população mais velha no séc. 21. Em homens, um aspecto entre vários dessas mudanças ligadas ao envelhecimento é o declínio gradual e variável da testosterona circulante , mais nos níveis do limite inferior do normal do que verdadeiramente hipogonádico.Evidência sugere que pelo menos em parte o declínio de testosterona pode ser uma sentinela para co-morbidade geral implicando que seria potencialmente modificável e em certa extensão reversível se os fatores de risco são identificados. Relação causal entre bem reconhecidos declínios funcionais e diminuição da testosterona, e assim uma base racional para uma "síndrome clínica de insuficiência androgênica" específica aos homens mais velhos não foi estabelecida. Mais estudos observacionais na população geral não selecionada são necessárias para investigar as variáveis predisponentes (genéticas e adquiridas) como substrato das desregulações hormonais ,suas correlações com status de saúde/qualidade de vida para definir pontos nos quais se identifica indivíduos nos quais várias intervenções incluindo reposição hormonal podem prevenir incapacidade e melhorar qualidade de vida.

Esse objetivos estão sendo visados atualmente no European Male Ageing Study (EMAS) multinacional, multidisciplinar prospectivo envovendo 8 países e 3400 homens enter 40 e 79 anos.

Atualmente há dados insuficientes para a prática rotineira de reposição de testosterona nos velhos, sem diagnóstico claro de hipogonadismo. Mais pesquisa é necessária para determinar os benefícios e riscos de elevar hormônios anabolizantes em face de um declínio geral na função. Ênfase apropriada deve ser dada a prevenção ativa desde a juventude para alcançar envelhecimento saudável e ativo "Healthy Life Expectancy" (HALE)
O EMAS foi iniciado em 2002 e os dados são coletados cada dois anos. Se avalia dados de incapacidade crônica e qualidade de vida sexual, cognitiva, visual, osso performance física ,equilíbrio, sistema urinário, depressão, dor etc.

Gender and Ageing
J Hoskins (WHO)

Ser homem ou mulher afeta saúde e doença durante a vida. Homens e mulheres têm diferentes padrões de doença e saúde e isso é refletido em expectativa de vida em todas as idades Enquanto mulheres vivem mais que os homens, freqüentemente ficam mais tempo com saúde abalada Homens tem mais freqüência precoce de doenças de risco de vida, incluindo câncer, doenças cardio vasculares, enfisema, cirrose, doenças renais. Mulheres estão com risco mais alto para D.M., osteoporose e doenças auto imunes. Fatores de estilo de vida como cigarro, álcool e outros comportamentos arriscados combinados com riscos ocupacionais todos contribuem para um maior número de mortes prematuras de DCV, câncer, ferimentos entre homens. Pesquisas feitas em vários países mostram que homens tem mais dificuldade de falar de seus problemas de saúde e adiam a procura de ajuda até que atinjam estágios mais avançados da doença. Problemas de saúde ligados ao gênero no envelhecimento ainda são pouco estudados. A realidade de ser homem ou mulher varia significativamnte nas diversas culturas e durante a vida.

Mais estudos interdisciplinares sistemáticos são necessários para entender o complexo processo pelo qual processos biológicos e sociais interagem durante a vida.

Contrariamente à crença popular, os homens foram negligenciados em relação à prevenção.