No domingo, dia 20 de maio, acontecerá, em Porto Alegre, a 14ª edição da Corrida para Vencer o Diabetes, organizada pelo Instituto da Criança com Diabetes.
Porto de Galinhas, em Pernambuco, receberá mais uma edição do Endorecife, entre os dias 28 e 30 de junho. O evento será presidido pelo Dr. Amaro Gusmão.
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Atualizada em: 26/08/2011
Com sala lotada e direito a transmissão em áudio e vídeo para outra sala, devido ao grande interesse dos participantes, o simpósio "A Vida Pós Cirurgia Bariátrica" movimentou a manhã do terceiro dia do CBAEM/COPEM, em São Paulo.
O Dr. Alfredo Halpern apresentou o tópico Doença Cardíaca do Obeso - O Efeito da Cirurgia Bariátrica e foi direto em sua primeira colocação: "Quanto mais você engorda, mais chance você tem de morrer por infarto. À medida que o Índice de Massa Corpórea (IMC) aumenta, aumentam também os fatores de risco de doenças cardiovasculares". "A cirurgia bariátrica é, sem sobra de dúvidas, o meio mais eficaz para obter perda de peso importante e a manutenção duradoura do peso atingido em pacientes com obesidade grave", afirmou.
Segundo o endocrinologista, a qualidade de vida de quem passa por uma cirurgia bariátrica melhora consideravelmente. Em diabéticos, há uma resolução do quadro em pelo menos 60% dos pacientes. Em relação à hipertensão arterial, o resultado também é satisfatório: dois terços deles ficam normotensos ou necessitam menor número de medicação.
Dr. Alfredo chamou a atenção, ainda, para o fato de que, após a cirurgia, a grande maioria dos pacientes conseguem manter o peso. "Alguns podem até ganhar tudo novamente, mas isso é a minoria absoluta. A maioria até ganha peso, mas os índices são pequenos, cerca de 10 a 15% do que perdeu", explica. "No caso de apneia do sono, notamos melhora ou cura na maioria dos indivíduos", completa.
O especialista falou ainda sobre os índices de mortalidade. "Notamos uma queda significante na queda de mortalidade nas pessoas que passaram pela cirurgia, por doença cardiovascular, câncer e outras doenças. O risco da cirurgia também é mínimo: apenas 0,35% de chance de morrer na cirurgia", afirma. "Apresento aqui outro dado, relacionado ao número de casos no HC. O percentual de mortes em quem está na fila de espera da cirurgia é muito maior: 2,7%. Ou seja, morre mais que está na fila esperando a cirurgia do que quem já passou por ela", finalizou.
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Atualizada em: 26/08/2011
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