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Tratamento Cirúrgico do Diabetes Tipo 2

No dia 4 de dezembro de 2008 foi realizado, no CREMERJ, um fórum de posicionamento sobre Cirurgia para Tratamento do Diabetes Tipo 2, com a presença de representantes das Sociedades Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Brasileira de Diabetes (SBD) e  Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Os debates se estenderam das 9 às 17 horas e foi designada uma comissão para produzir um documento (abaixo), que constitui uma proposta de posicionamento das Sociedades sobre este tema.

A SBEM divulga, oficialmente, o conteúdo integral do documento e espera ouvir a opinião de seus associados, que podem utilizar o campo comentários no final do texto. É fundamental preencher corretamente seus dados, pois o debate científico é muito importante para toda a comunidade científica.

* Está encerrado o envio de sugestões sobre a proposta. Os comentários posteriores não serão computados.

Proposta de Posicionamento Oficial sobre o Tratamento Cirúrgico do Diabetes Tipo 2

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - SBCBM


A possibilidade de tratamento cirúrgico do diabetes tipo 2 tem gerado grande expectativa entre os pacientes acometidos pela doença.

A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos, envolvidos com o diabetes e seu tratamento, está em rápida evolução, mas a recomendação de qualquer conduta terapêutica deve estar baseada em evidências concretas, derivadas de estudos científicos de boa qualidade.

Em dezembro de 2008, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) realizou um fórum sobre este tema, com a participação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

De acordo com as evidências científicas disponíveis, considera-se aceita a indicação de cirurgia para o tratamento de portadores de diabetes do tipo 2 com IMC superior a 35 kg/m2, respeitada a resolução do CFM N° 1.766 de 2005.

Abaixo deste IMC, entretanto, são ainda necessários estudos clínicos com metodologia adequada à avaliação do impacto destes tratamentos cirúrgicos sobre a evolução da doença e a qualidade de vida dos pacientes tratados. Estes procedimentos cirúrgicos, no estágio atual de conhecimento, devem seguir todos os trâmites das boas práticas de pesquisa clínica, como a assinatura pelos pacientes de um termo de consentimento livre e esclarecido e a aprovação por Comitês de Ética em Pesquisa.

Não há ainda definição sobre o melhor momento de indicação do tratamento operatório, nem sobre a melhor técnica a ser escolhida, nem sobre os melhores parâmetros a serem considerados como indicadores de boa resposta terapêutica.

Somente após os resultados destes estudos e a comprovação da sua reprodutibilidade, tais procedimentos poderão ser recomendados como opção terapêutica válida para o manejo do diabetes tipo 2.

Dr. Ricardo M. R. Meirelles
Presidente da SBEM

Dr. Thomas Szego
Presidente da SBCBM

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