Tirando Dúvidas: Endocrinologia Básica - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
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Tirando Dúvidas: Endocrinologia Básica

A Endocrinologia Básica é responsável por uma área da pesquisa que geralmente não chega ao conhecimento da sociedade. A pesquisa Básica se concentra no estudo do funcionamento hormonal do organismo humano e, para isso, utiliza-se de conhecimentos da fisiologia, anatomia, farmacologia, entre outras disciplinas.

A Dra. Doris Rosenthal, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica o que é exatamente a Endocrinologia Básica. A especialista atua no Laboratório de Fisiologia Endócrina da universidade. Os estudos do laboratório são, atualmente, voltados sobretudo à tireóide.

Qual é o conceito da Endocrinologia Básica?

O que nós fazemos é aquilo que o clínico, depois, vai aplicar. O profissional que trabalha com Endocrinologia Básica vai procurar saber como os vários hormônios produzem efeitos e que tipos de efeitos eles produzem; como esses efeitos podem vir a ser alterados por outras situações e qual é a conseqüência. Isso é estudado na fisiologia, na fisiopatologia e é a partir daí que a medicina começa a aplicar as coisas; que o clínico vai começar a usar essas informações para, então, tratar os pacientes que tenham alguma endocrinopatia.

Esse é um conceito. Pelo menos é como eu encaro a Endocrinologia Básica. Nos interessa saber o como e o porquê das coisas. Não só das glândulas endócrinas, mas do organismo como um todo. Isto é fisiologia. como ele funciona, como as coisas se coordenam, como é mantido o equilíbrio dentro do organismo, que é essencial para manter a vida.

Sendo a Endocrinologia Básica uma área de pesquisa tão multidisciplinar, ela se relaciona com quais outras áreas?

No que concerne à Endocrinologia, nós nos relacionamos muito com Bioquímica, com Histologia e com Anatomia. Obviamente, também nos relacionamos com a Farmacologia, que nos dá as armas para usar, para parar uma secreção ou para fazer uma secreção. Hoje em dia não existe nada muito limitado. Todas essas áreas estão inter-relacionadas. Então, dizer que você é fisiologista, ou anatomista, ou histologista, ou bioquímico, dentro da área biológica, hoje em dia, não faz mais sentido.

Dentre as pesquisas de ponta que estão tão em voga hoje em dia, como com células tronco, quais estão sendo desenvolvidas pela Endocrinologia Básica?

Obviamente existem tentativas, aliás, há muito tempo. Mesmo antes dessa febre de células tronco, já estávamos tentando fazer transplantes de pâncreas para resolver o problema do Diabetes Tipo I. Mas existem estudos que estão sendo feitos em termos de paratireóides, em termos de tireóides. Mas veja, o pessoal que está trabalhando com células tronco, de um modo geral tem um enfoque qualquer. Então, no Brasil, no momento o grande enfoque em células tronco é a possibilidade de melhorar as condições cardíacas pós-infarto, ou de conseguir melhorar uma situação isquêmica cerebral. São tentativas que estão em andamento. À medida que as pessoas começam a se interessar por um determinado problema que, eventualmente, poderá ser melhorado ou resolvido em função de células tronco, isto vai sendo aplicado.

O que temos na área básica é o pesquisador que estuda como se pode obter essa célula tronco da melhor maneira; e como fazer com que elas se adaptem aos vários tecidos e consigam responder dentro deles.

Qual é o proveito que o paciente, que está na ponta final, tira da Endocrinologia Básica?

Quando eu fiz minha tese de doutorado, há muito tempo atrás, eu ainda estava fazendo clínica, mas fiz a tese aqui em área básica, em fisiologia endócrino. Então, quando eu fui mostrar ao meu pai, ele perguntou assim: Isso cura o quê? Essa é a visão do leigo. Mas veja, esses trabalhos produzidos na área básica são aqueles que fazem com que a endocrinologia clínica consiga avançar; que consiga tratar, hoje, uma doença que há vinte anos era absolutamente incurável. O exemplo mais clássico é o diabetes. Na década de 20, a pessoa com diabetes morria com vinte e poucos anos. Foi o pessoal da área básica que isolou a insulina, que descobriu a insulina, que aplicou. Conseguiu verificar como funcionava e vai por aí afora. Se não fosse a Endocrinologia Básica, os diabéticos continuariam a morrer.  

Entre os endocrinologistas, há uma procura pela pesquisa básica?

Infelizmente, menos do que eu acharia adequado. Mas isso já foi pior. Hoje em dia, nós já estamos tendo uma inter-conexão entre a área básica e a área clínica. Aqui na UFRJ, pelo menos o nosso grupo e o grupo do professor Mario Vaisman (pesquisador da área de Tireóide), temos tido um contato muito grande. Dentro da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) também está havendo uma ligação do pessoal da fisiologia e o pessoal da clínica endocrinológica. Obviamente, em outros estados isto também está acontecendo.

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CARLA, 24/09/2011 - 15:09h.

Boa tarde, Há 03 anos - com 37 anos - comecei a suar no rosto em situações de pouco calor e comecei a sentir mais calor que as outras pessoas (o tempo todo). Há 03 invernos que não uso agasalho, pois não sinto frio. Mas o suor no rosto é o que mais me incomoda. Derrete a maquiagem, começando sempre acima dos lábios e onde começam as bochechas (aos lados do nariz, logo abaixo dos olhos). Estou cansada de procurar médicos. A primeira que fui - ginecologista - achando que seria início menopausa - fiz todos exames = nada. Endocrinologistas = nada de hipertiroidismo ou qualquer outro problema que eles checaram. Um me adiantou também que não se tratava de hiperidrose porque inclusive enquanto eu estava me consultando, meu rosto não estava suando. Consultei um especialista em hiperidrose, que me disse a mesma coisa. Consultei uma dermatologista que disse que ainda não estava aprovada a aplicação de toxina botulínica na face toda para sanar este problema. Coincidentemente também há uns 03 anos eu engordei mais de 40 kilos em pouquíssimo tempo, pois não saía da cama por depressão e comia (e infelizmente como ainda) compulsivamente (fui ao psiquiatra que me receitou topiramato para compulsão alimentar e não adiantou - fiz todos exames para cirurgia bariátrica, porém não fui aprovada pelo convênio porque IMC<40). Cheguei a tomar medicamentos para depressão, mas isso foi durante 02 anos e parei há uns 08 anos = quando comecei com o suor e a gordura já havia parado os medicamentos. Percebo pessoas até mais gordas do que eu, que não suam, usam agasalho no inverno. Enfim, estaria a obesidade causando isto ? Pode ser um problema de tiroide que o exame de sangue não acusou ? Alguma doença pouco comum, por isso ninguém acertou? Deixo de sair de casa muitas vezes por causa do suor no rosto - isso me incomoda muito. Se puderem me dar uma direção, por favor, eu agradeço. Uma pergunta: estou pensando em tomar o anticolinérgico oxibutinina. Só estou com um pouco de medo porque não tenho problema algum de bexiga - tenho medo de arranjar um. Posso tentar tomar oxibutinina ? Muito obrigada, Carla

Resposta: Prezada Mônika, Não é possível a SBEM dar uma opinião via internet sem analisar o paciente. Além disso, pela legislação brasileira e pelos preceitos elementares da ética na medicina, os consultores do site não podem emitir diagnóstico, nem receitar medicamentos sem ter havido um acompanhamento do paciente. O ideal é que procure algum endocrinologista. Esperamos que tudo se resolva bem. Atenciosamente, Pablo de Moraes Jornalista do Site da SBEM (www.sbem.org.br) OBS: nenhum medicamento deve ser tomado sem prescrição médica.


TANIA DE ALMEIDA, 26/10/2011 - 12:10h.

Boa Tarde! eu tenho 38 anos e estava pesando 76 k, tenho asma e bronquite, então por estar acima do peso tinha muitas crises, e estava usando bombinha umas 5 veses por dia, estava com o corpo e pernas muito inchado. tentei varias dietas, sopa, proteina, contagem de calorias, e nada de perder peso, pelo contrario, continuava a engordar mais, ate chegar aos 79 k, dai procurei um endocrinologista e comecei a tomar medicamento, nunca tinha procurado antes porque tinha medo de tomar remedios por causa do efeito sanfona que ja vi em muitas pessoas, estou tratando a tres meses e ja perdi 12 k, mas eu tenho medo de ficar dependente do medicamento, eles deixam totalmente sem apetite, mas não deixo de me alimentar de 3 em 3 horas incluindo tb o almoço, frutas sucos, etc.eu gostaria de saber se corro este risco?

Resposta: Prezada Tânia, O ideal é que você se consulte com um médico endocrinologista. Este profissional está habilitado para analisar seu caso clínico e pedir os exames necessários. Não é possível a SBEM dar uma opinião via internet sem analisar o paciente. Além disso, pela legislação brasileira e pelos preceitos elementares da ética na medicina, os consultores do site não podem emitir diagnóstico, nem receitar medicamentos sem ter havido um acompanhamento do paciente. Esperamos que tudo se resolva bem. Atenciosamente, Pablo de Moraes Jornalista do Site da SBEM (www.sbem.org.br)


Fabiana, 04/11/2011 - 07:11h.

Olá, Tenho 23 anos e tinha SOP, faço tratamento com Mercilon há 6 anos e os ovários estão normais, a menstruação está regular, o cabelo parou de cair, mas a acne cística e excesso de pelos continuam como antes. Minha dúvida: quando os exames de sangue mostram que os hormônios masculinos estão em níveis normais, isso quer dizer que não tem como ser Hiperandrogenismo Periférico? Existe algum exame que diagnostica o hiperandrogenismo periférico? Obs.: algumas vezes por semana tenho crises de hipoglicemia. Agradeço muito a atenção, pois não sei mais o que fazer para me livrar da acne...

Resposta: Prezada Fabiana, O ideal é que você se consulte com um médico endocrinologista. Este profissional está habilitado para analisar seu caso clínico e pedir os exames necessários. Não é possível a SBEM dar uma opinião via internet sem analisar o paciente. Além disso, pela legislação brasileira e pelos preceitos elementares da ética na medicina, os consultores do site não podem emitir diagnóstico, nem receitar medicamentos sem ter havido um acompanhamento do paciente. Esperamos que tudo se resolva bem. Atenciosamente, Pablo de Moraes Jornalista do Site da SBEM (www.sbem.org.br)


Eduardo Freitas, 29/01/2012 - 17:01h.

Olá, tenho 39 anos, 1,75cm e 120kg. Estou muito acima do peso e qualquer esforço não passa despercebido pelo corpo. Apesar de estar chegando, segundo IMC, a uma situação de obesidade mórbida, não me sinto assim e acho que isso se deve a ter feito muitos esportes durante minha juventude, fui atleta de jiu-jitsu e jogava pelada quase todos os dias da semana... Quando digo meu peso ninguém acredita, o que me leva a crer que o peso seja de certa forma, bem distribuído. Ainda assim preciso emagrecer, tenho consciência. Já tentei alguns tratamentos sem sucesso, já fiz vigilantes do peso, por algum tempo tento fazer atividades físicas, mas nada disso dá resultado se paro... Sim, a manutenção se dá pela reeducação alimentar, mas aí só uma reprogramação cerebral kkkkkk, tá complicado... Ouvi falar de um medicamento dito natural chamado Max Brum, ou coisa parecida, que passou em várias reportagens como sendo a mais nova solução das pesquisas. Isto procede? Preciso de um estímulo. Minhas articulações e família agradecem ... No aguardo de uma resposta Eduardo Freitas

Resposta: Prezado Eduardo, A melhor solução para o tratamento da obesidade é a mudança de hábitos alimentares, aliada à uma dieta balanceada. Vale lembrar que nenhum medicamento deve ser tomado sem acompanhamento médico. O ideal é que você se consulte com um endocrinologista para avaliar seu caso clínico. Ele é o profissional mais indicado para lhe avaliar. Espero que tudo se resolva bem. Atenciosamente, Pablo de Moraes


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