Sibutramina: Comunicado - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
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Atualizada em: 27/09/2010

Comunicados Oficiais

Sibutramina: Comunicado

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), emitiram um comunicado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no qual reiteram sua posição contra as recentes restrições ao uso da sibutramina.

No texto, as sociedades consideram a relação risco/benefício favorável ao uso do medicamento e afirmam que sua manutenção é necessária por tratar-se do “único medicamento antiobesidade de ação central aprovado no país para uso em longo prazo”.

As entidades avaliam como inadequada a inclusão da sibutramina na lista B2 de medicamentos, “já que, ao contrário de outros medicamentos nela listados, não existem evidências de potencial de dependência com a utilização de sibutramina”. De acordo com o comunicado, “o controle de prescrição pode ser efetuado por meio do receituário carbonado, posto que a maioria das farmácias já está cadastrada pela Anvisa, fato que amplamente foi divulgado pelo órgão recentemente”.

No dia 30 de março deste ano, a Anvisa publicou no Diário Oficial da União uma resolução que determina que os remédios que contenham a substância sejam vendidos apenas com a apresentação de receita azul, de controle especial. Dessa forma, o medicamento, muito utilizado no combate à obesidade, passou da classe C1 (controle especial comum) para a classe B2, sendo classificado como psicotrópico anorexígeno. A tarja do medicamento também mudou de vermelha para preta.

Atualizada em: 27/09/2010

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Rovani Pinheiro, 28/09/2010 - 19:09h.

Perfeito o envio deste comunicado a Anvisa, reinterando os benefícios da sibutramina, informação esta confirmada pela terceira maior sociedade de Endocrinologia e como não poderia ser diferente, também abordando o aspecto da educação continuada dos colegas. Parabéns a todos.


MARIA BEATRIZ, 28/09/2010 - 22:09h.

concordo plenamente.


Luciana Maria Da Silva, 04/10/2010 - 22:10h.

Li na revista Pais e Filhos, que existe umas mamadeiras que fazem mal a saùde dos bebês e que as melhores são as de vidro. Como posso saber mais sobre o assunto? E onde encontro mamadeira de vidro? Estou gràvida de 8 meses e essa notícia me deixou assustada, tenho um jogo de mamadeiras que a menor é número 3 a do meio é 5 e a maior 6. Posso usá-lás? Meu bebê corre algum risco? Não deveria ser tudo o mesmo número já que é um jogo? Não sei o que fazer, se jogo fora, se uso, por favor me ajudem a saber o que fazer. Aguardo resposta.


Luis Jesuino Andrade, 09/10/2010 - 19:10h.

O FDA suspendeu a Sibutramina do mercado americano. Como sempre acontece, a ANVISA seguirá o FDA.E aí como ficará a posição SBEM e seu comunicado oficial?


Marco Aurelio Marins Aguiar, 12/10/2010 - 17:10h.

A sibutramina é hoje o único medicamento sacietógeno seguro para uso em longo prazo no mercado. Após a suspensão da sua comercialização nos EUA, depois que a Europa já havia proibido sua utilização, já estamos esperando que o mesmo ocorra no Brasil. Se isto acontecer, como ficarão os pacientes que atualmente se beneficiam de seu uso e que não têm contraindicações para tal, sendo portanto segura a sua utilização? Como ficaremos nós, médicos, ao aumentarmos nossa impotência frente ao avanço desta grave patologia chamada obesidade? Tudo isso por uma errônea interpretação de um estudo? Ou será por interesses econômicos?


Geraldo Santana - Belo Horizonte, 12/10/2010 - 22:10h.

Há vários anos, a sibutramina tem demonstrado, não só nos estudos mas tbm na prática clínica, seus benefícios no tratamento da obesidade favorecendo as mudanças no estilo de vida tão importantes para o controle a longo prazo desta doença tão complexa e multifatorial. Quem lida diariamente com pacientes obesos sabe que a sibutramina não é um tratamento mágico mas que, qdo bem indicada, contribui significativamente para a somatória de recursos nutricionais e comportamentais que dispomos para auxiliá-los nesta luta contra a compulsão, os transtornos de apetite e o excesso de peso. Reduzir peso diminui claramente o risco cardiovascular e a sibutramina é um elemento importante neste arsenal terapêutico. Não bastasse colocar uma tarja preta não compatível com seu perfil farmacológico, querem demonizar a sibutramina sem evidências científicas de seus riscos. Concordo e apóio o posicionamento da SBEM/ABESO e lamento que órgãos reguladores suspendam uma medicação baseando em um estudo realizado em uma população cuja característica principal seja uma contraindicação formal e já conhecida da sibutramina.


Roberto, 14/10/2010 - 11:10h.

Alguém que leu o SCOUT percebeu algo novo que leve a uma proibição da sibutramina? Eu não encontrei nada.


aisha aguiar morais, 29/10/2010 - 14:10h.

boa tarde, gostaria de saber existe alguma mudança no posicionamente da sbem em relação à sibutramina com a retirada do mercado da medicação pela abbott. grata, aisha


doutor jose ricardo lourenço de souza, 14/11/2010 - 21:11h.

não acredito neste sensasionaismo disvirtuado e de maneira impensavel pela anvisa,sem nenhum estudo epidemiologico e cientifico de fato que onde só veio a causar panico naqueles pacientes hiposerotominergicos que consomen de maneira ansiosa compulsiva acima do que é desejado .penso eu que um profissioal antes de prescrever tal medicação precisa demontrar um bom interrogatório clinico e não o que vinha sendo feito de maneira nõ ´rtica por colegas não especiaista e por outros profissionais que usavan da facilidade que se tinha , haja visto que era só mandar fazer um carimbo e tipografar um receituario com o nome do profissioal , faclidade esta para qualquer individuo astuto com criatividade delituosa para tal.sugiro que anvisa procure realmente os culpdos e não prejudiquem profissionais que tanto se dedicaram para ser um espcialista , enão um charlatão.


Carlos Alberto Menezes, 23/11/2010 - 18:11h.

Existe algum posicionamento oficial da ANVISA atual sobre a sibutramina. Como ficará tal medicação no Brasil após suspensão pelo FDA( EUA), Canadá e Europa?


Edilson Laurentino, 26/12/2010 - 17:12h.

felicito a SBEM e a ABESO pelo comunicado oficial a ANVISA sobre a Sibutramina. è significativo para que a população em geral saiba dessas informações, e que o uso de um medicamento será bem orientado se os médicos que os prescrevem forem eticamente corretos para tal. Minha esposa, após uma fase de depressão e muito ganho de peso, fez um tratamento com Sibutramina e teve ótimos resultados. Mas Isso só foi possível porque temos um médico maravilhoso que nos orientou de forma correta. Os Senhores se posicionaram com conhecimento científico e técnico e nos esclareceram sobre esta questão. Agradecemos por tal iniciativa. Parabéns a todos.


Clivaldo Junior, 17/02/2011 - 00:02h.

Muito equivocada a posição da Anvisa. Obesidade precisa ser encarada como um doença crônica. Já temos poucas opções terapêuticas disponíveis. Sendo assim, precisamos mudar os critérios para liberar mais cirurgias bariátricas (por exemplo, obeso grau I com 2 comorbidades sendo uma delas o diabetes).


Frederico F R Maia, 17/02/2011 - 23:02h.

Trata-se de um dos maiores absurdos que a ANVISA poderia propor. Como se basear a suspensão de um medicamento, em resultados já esperados, para um grupo de pacientes em que a droga já era contra-indicação formal??? Houve alguma novidade no estudo SCOUT? Pacientes de alto risco cardiovascular, realmente não poderiam usar sibutramina, por um aumento de infarto e AVC não fatais, registre-se, que o mesmo foi observado em diabéticos tipo 2, sem outros fatores de risco conhecidos. Já os trabalhos mais recentes, não mostraram tais riscos em indivíduos corretamente selecionados, o que mostra a segurança da medicação quando bem indicada, sob critérios específicos do especialista. A ANVISA deveria estar preocupada em FISCALIZAR O USO INDEVIDO das medicações questionadas (sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol), sobretudo por profissionais NÃO ESPECIALISTAS na área, bem como a venda indiscriminada de tais drogas em mercados paralelos; estabelecer maior critério de prescrição pelo ESPECIALISTA, com isso, levando ao uso sério de tratamentos eficazes para nossa população. A SBEM/ABESO deve lutar continuamente pelos nossos direitos arduamente adquiridos, e nossa prescrição que se baseia nas evidências científicas, e não em "achismo" como está sendo colocado pela ANVISA.


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