Prevenção e Tratamento da Obesidade Infantil - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
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Prevenção e Tratamento da Obesidade Infantil

A obesidade é uma disfunção que assusta cada vez mais pelos seus índices, no Brasil e no mundo. O endocrinologista Dr. Alfredo Halpern ( chefe do grupo de Obesidade e Doenças Metabólicas do Serviço de Endocrinologia do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) lembra, como a maioria dos especialistas, que “obesidade não é falta de caráter ou sem-vergonhice”, é uma doença e deve ser tratada desta forma.

Segundo os dados da Organização Pan-Americana de Saúde, da SBEM, “os inquéritos populacionais têm registrado um alarmante aumento na incidência de obesidade no Brasil nas últimas três décadas”. O documento mostra que, entre 1975 e 1997, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou de 8 para 13% em mulheres; de 3 para 7% em homens; e de 3 para 15% em crianças.

Estes números mostram que a prevalência de obesidade infanto-juvenil no Brasil subiu 240% nas últimas duas décadas. Para o endocrinologista pediátrico, Dr. Luiz Cláudio Castro, é fundamental investir a reeducação dos hábitos alimentares e de atividade física na população infantil. “A educação é o instrumento mais valioso e eficaz para bloquearmos este aumento na incidência da obesidade e suas complicações, de forma a evitarmos que se realize a previsão de que 35% da população adulta brasileira estará obesa em duas décadas (2025)”.

Não basta trabalhar apenas com informações nutricionais, mas estimular a atividade física. Além disso, ele enfatiza que a proposta não deve restringir o trabalho às crianças acima do peso. Todas devem estar envolvidas.

O Programa Escola Saudável tem trabalhado nestas esferas. Os dados preliminares, com mais de 2000 crianças da 1ª à 4ª série do ensino fundamental, em vários Estados brasileiros, mostram que cerca de 23% das crianças da 1 a à 4 a série do ensino fundamental apresentam excesso de peso (variando de 20 a 33% entre as Regiões), e a obesidade atinge cerca de 10% (variando de 5 a 12%), sendo os índices mais baixos no Nordeste e os mais altos no Sudeste e nas escolas particulares.

Desencadeadores

Causada principalmente pela ingestão inadequada de alimentos e falta da prática de exercícios físicos, a obesidade é também desencadeada por fatores ambientais, além de biológicos, hereditários e psicológicos. Seu tratamento requer um diagnóstico detalhado, orientação nutricional e mudanças no estilo de vida. Além disso, é necessário convencer a criança a se alimentar de forma diferente dos seus colegas.

Na fase de crescimento é muito importante que os pais estejam atentos. Brincadeiras de rua, em grupos, são positivas tanto para o físico quanto para o emocional. O incentivo destas atividades possibilita uma maior socialização. Afinal, o isolamento provocado pela obesidade é natural, por se acharem diferentes do seu grupo.

A principal causa da obesidade é ambiental: alimentação inadequada e pouca atividade física. Menos de 5% dos casos se deve a doenças endocrinológicas. A hereditariedade pode ser um fator de risco, mas ela só se manifesta se o ambiente permitir. Em outras palavras, a genética só se manifesta se o ambiente for favorável ao excesso de peso. O tratamento e acompanhamento das crianças com excesso de peso envolve vários aspectos e é sobretudo comportamental, enfocando reeducação nutricional e mudanças no estilo de vida. Um ponto importante, toda a família deve estar envolvida, pois os pais, antes de mais nada, devem dar o exemplo.

Na fase de crescimento é muito importante que os pais estejam atentos quanto ao desenvolvimento orgânico e emocional dos seus filhos. Brincadeiras de rua, em grupos, são positivas tanto no aspecto físico quanto emocional. O incentivo a estas atividades possibilita uma maior socialização. Um dos grandes pontos de preocupação em relação às crianças com excesso de peso é o receio de se isolarem, por se acharem diferentes do seu grupo.

A orientação nutricional deve ser diferenciada. O ideal é que seja prazerosa. É interessante, também, que vá sendo implantada aos poucos, sem ser radical. O importante é que, tanto os pais quanto os endocrinologistas, trabalhem para que a criança não se torne um adulto obeso. De acordo com dados publicados no livro “Pontos para o Gordo” do Dr. Alfredo Halpern, a criança obesa na puberdade tem 40% de chances de manter este quadro na vida adulta. No caso de adolescentes, esta chance aumenta para 70%.

Ainda segundo o especialista, o objetivo primordial do tratamento é que, no mínimo, a criança pare de engordar. “O ideal é alterar a alimentação diária de toda a família”, afirma. O Dr. Halpern indica que os cuidados com uma alimentação saudável devem ser aplicados desde o início da vida dos filhos. Pesquisas comprovam que os índices de obesidade crescem devido aos estilos de vida pouco saudáveis (com alimentação desregrada e sedentarismo).

Assim, ao identificar o ganho excessivo de peso nas crianças, procure orientação médica. Vale lembrar que cerca de 10% da obesidade infantil é causada por distúrbios endócrino-metabólicos. E, nestes casos, o diagnóstico e tratamento imediatos são ainda mais necessários.
O tema Epidemiologia e Prevenção da Obesidade Pediátrica será tratado no dia 26 de agosto, durante o XI Congresso Brasileiro de Obesidade – presidido pelo Dr. Walmir Coutinho - que já em cerca de 1500 inscritos. Opções para auxiliar pais e filhos na luta contra a obesidade e suas conseqüências é uma das prioridades.

O tema Epidemiologia e Prevenção da Obesidade Pediátrica será tratado no dia 26 de agosto, durante o XI Congresso Brasileiro de Obesidade – presidido pelo Dr. Walmir Coutinho - que já em cerca de 1500 inscritos. Opções para auxiliar pais e filhos na luta contra a obesidade e suas conseqüências é uma das prioridades.

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Elizabeth Santos, 16/08/2011 - 16:08h.

Onde será e como faço para inscrever participante do XI Congresso Brasileiro de Obesidade.

Resposta: Prezada Elizabeth, Este ano, a ABESO realizou a 14a Edição do Congresso Brasileiro de Obesidade, em São Paulo. Fique atenta às informações no site para saber sobre a próxima edição. Att, Equipe de Reportagem da SBEM.


Elizabeth Santos, 26/08/2011 - 11:08h.

Tenho uma amiga, que precisa de ajuda,pois, seu filho de 11 anos está obeso e cada vez se alimentando pior. Fiquei conduída com seu estado e pedi autorização a ela para consultar sobre onde poderíamos ,no Rio de Janeiro, encontrar um centro de tratamento para este menino. Não sei por onde começar. Por favor me ajude!

Resposta: Prezada Elizabeth, O profissional mais indicado para tratar este paciente é o endocrinologista. Para encontrar algum profissional associado à SBEM, utilize nossa ferramenta Busca de Médicos: http://www.endocrino.org.br/associados/busca-medicos/ Att, Equipe de Reportagem da SBEM


Rosângela, 02/09/2011 - 16:09h.

Essa semana tive o diagnóstico de que meu filho está obeso, gostaria de saber se aqui no Rio de Janeiro há algum lugar que cuide de criança obesas. Meu filho vai fazer 12 anos agora em novembro, e está com 74 quilos medindo 1.52. Eu já fui obesa mórbida, fiz cirurgia bariátrica há dois anos. Estou muito agoniada e preocupada com ele. Por favor aguardo uma resposta. Desde já agradeço!

Resposta: Prezada Rosângela, O ideal é que você se consulte com um médico endocrinologista. Este profissional está habilitado para analisar o caso clínico e pedir os exames necessários e passar o tratamento. Não é possível a SBEM dar uma opinião via internet sem analisar o paciente. Além disso, pela legislação brasileira e pelos preceitos elementares da ética na medicina, os consultores do site não podem emitir diagnóstico, nem receitar medicamentos sem ter havido um acompanhamento do paciente. Esperamos que tudo se resolva bem. Atenciosamente, Equipe de Reportagem da SBEM


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