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SBEM Repórter

CBSOM - Prevenção do Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 e a obesidade são cada vez mais discutidos nos congressos. Em um dos simpósios do 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica o tema prevenção foi debatido por três grandes especialistas brasileiros: Dra. Adriana Costa e Forti, Dr. Antonio Carlos Lerário e Dr. Ney Cavalcanti.

A Dra. Adriana iniciou sua apresentação mostrando diversos estudos em populações de risco, com duração média de três a seis anos, com foco na mudança do estilo vida. Os resultados comprovam o importante impacto na prevenção do diabetes tipo 2, inclusive em grupo de etnias diferentes.

 Dra. Adriana na palestra

A especialista falou sobre um novo projeto que está sendo desenvolvido na Europa, intitulado IMAGE, um Consórcio Multidisciplinar Europeu, para montagem de Guidelines de prevenção do diabetes, baseado em evidências científicas. Ainda segundo a Dra. Adriana, o grupo pretende usar, ativamente a comunidade e a mídia para a divulgação.

Abordando outro ponto de vista, o Dr. Antonio Carlos Lerário apresentou dados da necessidade de intervenção medicamentosa em casos onde o estilo de vida não funciona. “A mudança do estilo é boa quando é bem feita. Caso contrário é necessária uma ação com medicamentos. Sabemos que em muitas vezes isso não é conseguido”, disse o médico.

Dr. Lerario na palestra

Como explicou o Dr. Lerário, um perfil de paciente que pode adotar a linha de prevenção com drogas são os que têm Síndrome Metabólica ou os que já apresentam complicações microvasculares, por exemplo.
“Estamos conseguindo prevenir o diabetes?” Questionou o Dr. Ney Cavalcanti na última palestra do Simpósio sobre prevenção. A resposta foi enfática: Não. O especialista apresentou os dados da International Diabetes Federation , onde os números são alarmantes. Como mencionou o especialista 70% do aumento da incidência ocorrerão em países em desenvolvimento e em pessoas com menos de 65 anos.

O Dr. Ney afirmou que não há dúvida que é uma epidemia importante, porém com pouco valor dado à prevenção. Os custos em 2010 serão U$ 192 bilhões. Ele lembra que é preciso estratégia, seja com modificação no estilo de vida ou com o uso de medicamentos. Ele listou diversas pesquisas dentro dessa linha de trabalho. O endocrinologista provocou os palestrantes anteriores mostrando como as decisões e ações são difíceis.

“A prevenção do diabetes está na sociedade. É preciso mobilizar e convencer os governantes e mobilizar as pessoas”, disse o Dr. Ney. O especialista fez uma comparação com o trânsito. Segundo ele, é como se para resolver os problemas com acidentes de trânsito fosse proposto tratar os feridos. “Por que não existe na política uma bancada para prevenir o diabetes?”, questionou .

E ainda finalizou: “Quem acha pesquisa cara, experimente a doença”.

Dr. Ney e Dra. Adriana na plateia

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