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Posicionamento ADA/EASD

A European Association for the Study of Diabetes (EASD) e a American Diabetes Association (ADA) divulgaram, nesta quinta-feira (19.04.2012), um posicionamento quanto à hiperglicemia em pessoas com diabetes tipo 2.  O artigo sugere que os profissionais de saúde tenham uma abordagem mais centrada no paciente. Isso permite saber melhor as necessidades do indivíduo, assim como suas preferências e dificuldades.

O documento também leva em conta o crescente número de pacientes com diabetes tipo 2 e a diferenciação quanto à idade, à progressão da doença e às comorbidades. A declaração será publicada nas revistas oficiais das associações, a Diabetes Care e a Diabetologia.

O posicionamento discute, em detalhes, as evidências disponíveis sobre o número crescente de agentes farmacológicos disponíveis no mercado. Também destaca que não é só a intervenção farmacológica que deve ser individualizada, seguindo as necessidades do paciente, mas também os objetivos do tratamento, que também seguirão baseados nessas evidências recentes.

Além da discussão sobre as opções farmacológicas, a declaração diz que todos os pacientes com diabetes devem receber educação de maneira personalizada, com destaque para a importância de seguir as dietas da maneira correta e para a diferença que a atividade física faz na vida do paciente.

Na divulgação do novo posicionamento, o presidente da EASD, o professor Andrew Boulton frisou a importância do tratamento individualizado do diabetes e comentou que as novas diretrizes foram elaboradas com base nas melhores evidências disponíveis. “Diabetes é uma condição que afeta o paciente de muitas maneiras, por isso, as novas diretrizes optaram por uma abordagem mais holística, com foco em tratar o paciente como um indivíduo, compreendendo que cada tratamento precisa ser feito ‘sob medida’. Esse tipo de abordagem provavelmente vai melhorar não só o cuidado com o paciente, como também a qualidade de vida”, explica.

Vivian Fonseca, presidente da ADA, disse que ter uma meta mais centrada no paciente reflete melhor a realidade do que acontece quando eles procuram tratamento. "A ampla gama de opções farmacológicas, junto com os dados conflitantes sobre algumas dessas escolhas, e as diferenças na forma como os pacientes respondem aos medicamentos tornam difícil a prescrição de um regime de tratamento individualizado, baseado em um algoritmo que é projetado para funcionar para todos", declarou.

Quando perguntado sobre a necessidade de um novo posicionamento, o professor David R. Matthews, presidente do EASD Panel for Overseeing Guidelines and Statements, diz que a resposta é dupla. “Em primeiro lugar, existem muitos agentes em termos de tratamento do diabetes, o que torna as opções mais amplas, mas curiosamente a base de dados tornou-se menor. A segunda razão são as metas das pessoas que fazem o HbA1c. O consenso que temos, juntamente com a ADA, é que precisamos de individualizações das metas, o que depende das comorbidades dos pacientes e do estilo de vida”, diz o especialista.

Veja o link da versão completa “European Association for the Study of Diabetes and the American Diabetes Association issue a joint position statement on the treatment of hyperglycaemia in people with type 2 diabetes”:

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