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SBEM

Perfil e História

Perfil da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

A SBEM


Terceira do mundo na sua especialidade, a SBEM está promovendo uma campanha de esclarecimento para a valorização do endocrinologista.

São mais de 3.000 associados em todo o país.

Esses especialistas são mais conhecidos por cuidarem de casos como a obesidade e diabetes. No entanto, tratam também da reposição hormonal, menopausa e andropausa, crescimento e desenvolvimento da criança, distúrbios da puberdade, alterações menstruais, além de problemas relacionados à tireóide - 10% das mulheres adultas.

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A História da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

A SBEM foi fundada sob o nome de Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio de Janeiro em 1º de setembro de 1950, por iniciativa do Dr. José Schermann, do Dr. Francisco Arduíno, do Prof. Clementino Fraga Filho, do Dr. Heitor Felix e do Dr. Nelson Nogueira.

Foi transformada em Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia após démarches entre a Sociedade do Rio de Janeiro e Endocrinologistas de São Paulo. Em reunião ocorrida na Santa Casa de São Paulo, no dia 30 de agosto de 1954, foi adotada, definitivamente, a modificação do nome da Sociedade para SBEM, com a participação, entre outros, dos Profs. Waldemar Berardinelli e Ulhôa Cintra e dos Drs. Ulisses Lemos Torres, Arnaldo Sandoval, A Mesquita Sampaio, Luciano Décourt e Eugênio Chiorbolli.

À procura de expansão da SBEM, a Diretoria Nacional (Rio de Janeiro), em colaboração com especialistas dos estados, fundou cinco Regionais. Participaram destes projetos os Drs. José Salles de Oliveira Coutinho e J. Procópio do Valle, respectivamente presidente e 1º secretário, representando a Diretoria Nacional, e os seguintes especialistas, de seus respectivos estados:

  •  Paraná – Drs. Antenor Pamphilo dos Santos, Orlando de Oliveira Mello, Alfredo de Morais e Silva Filho, Marques Faria, Gastão Silva e Azor Cruz, entre outros. Neste estado, na data de 14 de setembro de 1957, havia sido fundada a Sociedade de Endocrinologia e Nutrição do Paraná. Graças à compreensão de seus líderes, foi esta incorporada, como Regional do Paraná da SBEM, em 11 de agosto de 1958.

 

  • Rio Grande do Sul (11/09/1958) – Drs. Arhon Hutz, Rubens Mena Barreto Costa, Henry Wolff, Maurício Seligman, Luiz Settineri, Pery Riet Corrêa, Wener Soldan e Walter Zelmanovitz, entre outros.

 

  • Pernambuco (11/09/1958) – Drs. Luiz Inácio, Nelson Chaves, Martiniano Fernandes e Santos Moura, entre outros.

 

  • Minas Gerais (11/09/1958) – Drs. Aulo Pinto Viégas, Nelson Ziviani, Maria das Dores Souza de Moraes, Hermes Pardini, Roberto Mundim Pena, Alpheu Vaz de Mello e Antônio Rodrigues Ferreira, entre outros.

 

  • Bahia – Na gestão da Diretoria Nacional (Rio de Janeiro), graças à iniciativa de seu presidente, Dr. Luiz Carlos Lobo, e especialistas de Salvador, tendo à frente a Dra. Anita Guiomar Franco Teixeira, foi fundada, em 10 de junho de 1965, a Regional da Bahia.


Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia

Repetindo Procópio do Valle: “1968 marcou para a SBEM a assinatura do convênio com a Associação Médica Brasileira, de forma a ser oficialmente outorgado no país o Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia. Os anos de 1967 e 1968 foram dedicados pelas Diretorias das Regionais do Rio de Janeiro e de Pernambuco (Nacional) para o estatuto e, finalmente, aprovação da matéria. Coube ao Dr. Luiz Cesar Póvoa, 1º secretário da SBEM/RJ, a tarefa de motivar o assunto, planejado e realizando os estudos sobre o regulamento, que foi, finalmente, aprovado pela SBEM (Prof. Nelson Chaves) e pela AMB”.

Dos estudos sobre o Título de Especialista, abordados acima, resultou a aprovação da SBEM como entidade que representaria oficialmente a AMB, em todo o país, como o seu Departamento de Endocrinologia e Metabologia.

Realiza-se então, em 1972, o primeiro exame, no congresso brasileiro em Belo Horizonte, com banca examinadora composta por Bernardo Leo Wajchemberg, José Diogo Martins e Luiz Cesar Póvoa. Passaram então os exames a ser realizados bianualmente, nos congressos brasileiros, até 1977, quando foram criados os cursos de atualização, onde também são realizados exames, tornando-os assim anuais, no sentido de facilitar a o acesso aos mais jovens. Mantém-se, desse modo, a chama inicial da SBEM de que a especialidade deve subsistir pela qualidade, e não pela quantidade, de seus sócios.

Os Estatutos

O primeiro Estatuto da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia foi esboçado em agosto de 1950, pelos Drs. J. Procópio do Valle, José Schermann e Heitor Felix. Posteriormente foi reformulado, com a colaboração dos Drs. W. Berardinelli, Nelson Nogueira e Clementino Fraga Filho, passando a ser o guia da Sociedade até 1954.

Após a transformação da Sociedade em SBEM, em 30 de agosto de 1954, o Dr. José Salles de Oliveira Coutinho apresentou um Projeto de Estatuto, que foi aprovado pela Diretoria Nacional.Nesta oportunidade foi, pelo mesmo sócio, apresentado o Regulamento da Regional do Rio de Janeiro, que foi aprovado. Pouco a pouco, as demais Regionais tiveram aprovados seus regimentos.Em 1982, sob a presidência de Adriana Costa e Forti, realiza-se uma grande reforma do Estatutos, já necessária, adaptando-os à nova realidade da especialidade e do país. Lamentavelmente foi omitida da redação dos objetivos da SBEM aquele parágrafo destacado no início deste trabalho, porém inúmeros avanços foram feitos, tais como aqueles que permitem a criação de Departamentos e Capítulos, assim como, em categorias diversas, a admissão de profissionais de áreas afins.Deve, a nosso ver, ser o Estatuto uma célula viva, um órgão dinâmico, em permanente processo de modernização e adequação à realidade sempre mutante. (...)

* Em fevereiro de 2003, uma reunião da SBEM, realizada em Brasília, convocou associados para uma das mais significativas reformulações dos Estatutos.

Os Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia

Fundada pelo Prof. Waldemar Berardinelli, a revista representou para este uma motivação permanente. O primeiro número surgiu em agosto de 1951. Destinava-se especialmente, em edição anual, à publicação de trabalhos realizados no Instituto de Endocrinologia da Santa Casa, tornando-se, desde logo, o órgão oficial da sociedade. Até o número 2 do volume 5, foi dirigida pelos Profs. W Berardinelli e Thales Martins (em janeiro de 1956, falecia o Prof. Berardiinelli).

O volume 6 marcou nova fase da revista. Passando o Instituto de Endocrinologia à direção do Prof. Fraga Filho, este manteve a mesma orientação dos Arquivos, com maior participação da SBEM. Foi organizada uma Comissão de Redação, constituída pelos Drs. Fernando Ubatuba, Danilo Albuquerque e João Gabriel H. Cordeiro, e o seguinte Conselho Científico: Drs. Clementino Fraga Filho, José Procópio do Valle, Emílio Mattar, José Schermann, José Salles O Coutinho, Thales Martins, Jayme Rodrigues e Luciano Décourt.
O volume 12, número 2, saiu sob a direção do editor Prof. Fraga Filho, sendo a Comissão de Redação formada pelo Drs. Luiz Cesar Póvoa, Raul Faria Júnior e Renato Nunes Esteves.

Em 1964, o então presidente nacional da SBEM, Dr. Luiz Carlos Lobo, teve aprovada pelo editor Prof. Fraga Filho uma reforma substancial dos Arquivos. O volume 13 já saiu com nova capa e nova paginação, e, desde então, o Dr. Luiz Carlos passou a ser redator-chefe, assessorado pela Comissão de Redação anterior. Representou esta atuação apreciável melhora da revista, com a publicação de artigos de autores estrangeiros e de artigos publicados em língua inglesa e, especialmente, com a rigorosa seleção dos trabalhos, feita pessoalmente pelo redator-chefe.

Do volume 15, número 3, ao volume 17, a revista apresentou-se sob a direção da Comissão de Redação formada pelos Drs. Pedro R. Collett- Solberg (redator-chefe), Luiz Cesar Póvoa e Renato Nunes Esteves.

Em 1972, por dificuldades intransponíveis, a publicação foi interrompida, só reaparecendo em 1978, graças aos esforços do inesquecível colega Armando de Aguiar Pupo, da USP.
Em 1983 assume Antônio Roberto Chacra, chefe de escola na EPM, que conduz a revista com pulso firme, elevando cada vez mais seu padrão, apesar das inúmeras dificuldades. Em 1990, Chacra transfere o bastão de editor-chefe ao Dr. Rui Maciel, que, associado a Antônio Bianco e Cláudio Kater, mantém viva a chama acesa por seus fundadores.

Aceitando o desafio e a certeza de que teria que, em difícil tarefa, igualar ou superar o trabalho de seu antecessor, tenta transformá-la em jornal eletrônico, com sede própria.
Durante este período, por quatro vezes teve a revista sua capa modificada, modernizando-se assim o conteúdo e o continente.

A revista, que havia perdido sua indexação pela interrupção da publicação, está indexada no Index Médico Latino-Americano, Excerpta Médica, sendo encaminhada a outros órgãos internacionais, a partir de 1994, após publicação interrupta por 15 anos. (...)

No XXIV Congresso, comemorativos dos 50 anos da SBEM e dos Arquivos, serão digitalizados os 43 volumes da coleção pessoal de Luiz Cesar Póvoa, único a tê-la completa, e um CD-Rom com busca será distribuídos aos interessados, perpetuando-se assim para todos nossos Arquivos.

* Este texto foi extraído do livro História da Endocrinologia no Brasil, de autoria do Dr. Luiz Cesar Póvoa, presidente da Comissão de História da SBEM.

Historiografia do Primeiro Trabalho Científico Publicado no DF

O Dr. Luiz Cesar Póvoa, Presidente da Comissão de História da SBEM, recebeu o seguinte trabalho, referente à primeira pesquisa científica desenvolvida no Distrito Federal. A pesquisa feita pelo Dr. Rogério Ulysséa foi publicada pelos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia em 1965.

Historiografia do primeiro trabalho científico publicado no DF
Autores: Leopoldo Neto, Renata S. Oliveira e Vanessa M. Silveira

Introdução
A produção científica no Distrito Federal iniciou-se com a criação de Brasília que hoje é um importante pólo científico no Brasil. A identificação do primeiro artigo publicado na área da Saúde/Ciências biológicas no DF possui uma relevante importância histórica.

Objetivos
Identificar o primeiro trabalho científico publicado no DF, indexado no MEDLINE.

Métodos
Pesquisa no MEDLINE utilizando as palavras-chave {“Brasilia” OR “Brasília” OR “Distrito Federal” OR “DF”}, no período de 1964 à 1970. O autor principal do trabalho foi entrevistado para complementar os dados historiográficos.

Resultados
Rogério Ulysséa publicou “Valores da captação tireoidiana de iodo radioativo em Brasília” em 1965 pelos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia (1965; 14: 159-163). Completou o curso médico em 1961 pela antiga Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, especializando-se posteriormente em Endocrinologia e Medicina Nuclear.

Em 1963, foi convidado para montar o serviço de Medicina Nuclear da Universidade Federal de Goiás, atuando como médico e professor de Endocrinologia. Em 1964, tranferiu-se para Brasília para organizar o Serviço de Radioisótopos do antigo Hospital Distrital, onde permaneceu até se aposentar, há 10 anos. Fundou o Centro de Medicina Nuclear – CEMEN em 1974, onde continua atuando profissionalmente. Possui mais de 27 artigos e publicações em congressos.

O seu trabalho identificou pela primeira vez os valores normais da captação da tireóide de I 131 nas 24 horas. A casuística foi de 574 indivíduos hígidos que estavam a mais de 1 ano em Brasília. Esse inquérito permitiu estabelecer mais uma área de deficiência de iodo no Brasil.

Conclusão
A identificação do primeiro artigo publicado, assim como o depoimento do seu ator, surgem como uma forma de resgatar a história do desenvolvimento de Brasília como pólo científico nacional.

O Especialista

Para se tornar um especialista em endocrinologia o candidato precisa ter dois anos de residência na especialidade ou cinco anos de trabalho comprovado, além de ser provado em um concurso anual para título de especialista promovido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.