Porto de Galinhas, em Pernambuco, receberá mais uma edição do Endorecife, entre os dias 28 e 30 de junho. O evento será presidido pelo Dr. Amaro Gusmão.
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Atualizada em: 04/08/2009
Opinião
O Rol de Procedimentos é a listagem das solicitações médicas cuja cobertura é garantida a todos os usuários dos planos de saúde adquiridos a partir de 2 de janeiro de 1999. Ele é o revisado periodicamente por Câmaras Técnicas, que contam com a participação de representantes dos diversos segmentos da sociedade envolvidos na assistência à saúde suplementar.
Mesmo com a atualização constante, muitas vezes a cobertura acaba sendo falha em alguns procedimentos importantes da Endocrinologia.
Com o objetivo de substanciar a definição das solicitações passíveis de serem executadas por endocrinologistas e, portanto, pagos pelos planos de saúde, a SBEM quer saber a opinião dos sócios sobre o assunto.
Indique abaixo - na área de comentários - os procedimentos que você sugere, incluindo a argumentação que corrobore a proposta. As sugestões serão avaliadas pela Comissão de Ética e Defesa Profissional e pela Diretoria Nacional da SBEM, sendo as aprovadas encaminhadas à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O prazo final para o envio das propostas expira no dia 31 de agosto de 2009.
Atualizada em: 04/08/2009
ANS Comunicados Oficiais endocrinologista procedimentos médicos
Wilson José de Freitas, 04/08/2009 - 22:08h.
CGMS
Edson Perrotti Santos, 07/08/2009 - 17:08h.
CGMS Glicemia Capilar (muitas vezes realizamos em consultórios, existe custo e não há remuneração alguma para tal). Não é indispensável nem diagnóstico, mas pode oferecer informações importantes durante consulta. Instalação de SIC (Bomba de Insulina) Consulta diferenciada para paciente diabético em tratamento intensivo
Edson Perrotti Santos, 07/08/2009 - 17:08h.
1) CGMS. 2) Glicemia Capilar (muitas vezes realizamos em consultórios, existe custo e não há remuneração alguma para tal). Não é indispensável nem diagnóstico, mas pode oferecer informações importantes durante consulta. 3) Instalação de SIC (Bomba de Insulina). 4) Consulta diferenciada para paciente diabético em tratamento intensivo
ALINE BARBOSA MORAES, 07/08/2009 - 17:08h.
O uso do CGMS como uma ferramenta categorizada como um procedimento nas mãos do endocrinologista irá permitir mais pacientes atingirem as metas no controle glicêmico bem como maior utilização e interesse pelos médicos nesse assunto. Nos portadores de acromegalia, o uso do Sandostatin LAR como opção de tratamento requer injeções intra-muscular a cada 28 dias na maioria dos casos. O treinamento da aplicação do medicamento é de extrema importância por parte de um profissional na área da saúde. Dessa forma, o médico poderia incluir esta aplicação como procedimento dentro da especialidade, uma vez que alguns planos de saúde fazem cobertura do fornecimento do medicamento. Por fim, nos profissionais que apresentam experiência na área de andrologia, lidam com pacientes com disfunção erétil. Nos casos onde não foi possível a melhora da DE com inibidores de fosfodiesterase, um teste terapêutico com "Alprostatil" - prostaglandina será útil no prognóstico desta efermidade. Assim, a aplicação deste medicamento (seja este medicamento comprado pelo paciente ou o médico tenha adquirido em seu consultório)poderia fazer parte dos procedimentos dentro da especialidade.
nelson rassi, 07/08/2009 - 23:08h.
Exatamente o que o colega Edson Perroti Santos mencionou
Daniel Braga, 07/08/2009 - 23:08h.
Todas as propostas dos colegas sobre procedimentos são válidas. Mas acredito que temos que prestigiar acima de tudo o "custo intelectual aplicado ao tempo consulta". Vou explicar: As especialidades ditas cirúrgicas , com talvez algumas exceções , gastam metade do tempo de consulta do que uma especialidade clínica e dependendo da especialidade ganham muito bem com exames complementares/procedimentos. Quanto tempo leva para um Dermato para examinar diagnosticar e medicar uma Ptiríase Versicolor? Um Ortopedista um entorse de tornozelo? Um Oftalmo uma conjuntivite? Notem que essas são patologias frequentes em seus consultórios e dá para atender muito bem em 15 minutos( na verdade muitas das vezes são obrigados até a "enrolar" um pouco para não ficar chato em mandar o paciente embora em 5 minutos pois o mesmo as vezes esperou bastante tempo). Peguemos o exemplo então dos colegas Endócrinos: Quanto tempo vou levar com um paciente diabético de primeira vez? Se você incluir aí depois da história um bom exame físico com monofilamento e pesando o paciente e explicando o mínimo sobre sua recém adquirida patologia( e estou falando de droga oral ,que ele não precisa de insulina que é para não complicar), dá para fazer tudo isso dando um bom atendimento em 15 minutos???? É por isso que se querem resgatar Profissionais Clínicos, Pediatras e afins , a consulta tem que valer o dobro!!! Pediram minha opinião , eu dei!
Saskia, 07/08/2009 - 23:08h.
Concordo com os colegas que citaram o CGMS, glicemia capilar e tto intensivo de pacientes diabeticos e gostaria de incluir os testes que realizamos em pacientes internados, onde precisamos permanecer horas junto ao paciente. Exemplo: Hipoglicemia insulínica, restrição hídrica, GH glucagon, entre outros. Tbém cito a Bioimpedância.
Rafaela, 08/08/2009 - 09:08h.
Acho extremamente louvável a menção do Daniel Braga, não desprestigiando as demais especialidades, apenas reconhecendo as diferenças existentes entre cada uma delas. Além disto cito a Bioimpedância, que atualmente é um procedimento autorizado na maior parte das vezes apenas para nutricionistas e nutrólogos, sendo que em uma consulta de um paciente que deseja/necessita emagrecer, fazemos também esta orientação.
Fontenele, 08/08/2009 - 10:08h.
Concordo com todas as propostas, como sempre achei plausível o valor da consulta endocrinologica ser diferenciada (pois até dermato tem a consulta clínica como triagem para seus procedimentos e não seu meio de sustento principal), mas como dificilmente isso ocorrerá, o mais fácil seria tornar os pequenos procedimentos antes incluídos no exame físico como a parte, como já foi dito, a glicemia capilar, o próprio teste com monofilamento é um procedimento, a bioimpedância, e realmente uma consulta diferenciada para paciente usuário de insulina, acho que essa seria mais fácil obter.
GISELLE GAMA, 09/08/2009 - 13:08h.
Monitorização contínua de glicose e glicemia capilar. São exames de fundamental importância e precisam urgentemente serem incluidos no ROL. Precisamos que a sociedade seja mais atuante em relaçao aos procedimentos de endocrinologia (que são poucos)perante a ANS, pois as outras sociedades são altamente competentes em lutar pelas categorias, e estes procedimentos já deveriam ter sido incluidos há muito tempo, haja vista não serem exames tão novos assim.
Rosangela Almeida, 09/08/2009 - 22:08h.
Concordo plenamente com os colegas,todos os procedimentos citados devem ser levados em consideração como:CGMS,glicemia capilar,bioimpedância,orientação dietética(porque nem todos os endocrinologistas trabalham com nutricionistas)e a própria consulta(todos nós sabemos como é laboriosa a consulta de um paciente diabético assim como de um paciente obeso).As nossas consultas merecem ser mais valorizadas.
Fontenele, 10/08/2009 - 10:08h.
Só uma observação, em Brasília a consulta do psiquiatra, se não me engano, tem um ágio de 50% em relação às outras especialidades... logo, não seria tão impossível o mesmo com a endocrino
Joel Grego Filho, 10/08/2009 - 19:08h.
Sem dúvida a glicemia capilar de consultório. Procedimentos de washout de nódulos ou gânglios cervicais (tanto de tireoglobulina quanto de PTH). Pesquisas de marcadores genéticos e imuno-histoquímicos em PAAF. Concordo também com a inclusão do CGMS
Leonardo Parr, 12/08/2009 - 22:08h.
Acrescento a todas as sugestões acima (muito válidas por sinal)definir como procedimento do endocrinologista a realização de ultrassonografia de tireóide como já ocorre em outros países, pois os colegas que o fazem muitas vezes não são resarcidos pelos convênios
Leonardo Parr, 12/08/2009 - 22:08h.
Acrescento a todas as sugestões acima (muito válidas por sinal) definir como procedimento do endocrinologista a realização de ultrassonografia de tireóide como já ocorre em outros países, pois os colegas que o fazem muitas vezes não são ressarcidos pelos convênios
Leila, 13/08/2009 - 14:08h.
Nos pacientes com indicação, o exame de Multistix para avaliação de cetonúria. Talvez pudesse ser discutida uma forma de reembolso pelo tempo desperdiçado por pacientes de convênio que faltam ou desmarcam a consulta poucos minutos antes...
Thais, 14/08/2009 - 16:08h.
Parabenizo a iniciativa da SBEM em realizar essa pesquisa de opinião. Acho mesmo que nossa classe deve lutar por valorização mais justa do nosso trabalho junto à ANS. Tomemos o exemplo dos colegas oftalmologistas, cujo exame físico que lhes cabe é considerado procedimento e pago à parte nas consultas (Tonometria, campimetria, mapeamento de retina, etc). Outro exemplo são os fisioterapeutas, que recebem honorários dos convênios para tratamento de duas articulações diferentes de um mesmo paciente, em uma única sessão. Em virtude disso, sugiro: Conforme escreveu muito bem o colega Daniel Braga, o custo intelectual aplicado ao tempo da nossa consulta tem que ser valorizado. O preço de nossas consultas deveria ser diferenciado já que freqüentemente diagnosticamos e tratamos pacientes que albergam várias comorbidades. Não é raro assistirmos pacientes que se apresentam com diabetes, obesidade, hipertensão, dislipidemia, quando ainda está associado a tudo isso um bócio nodular e uma osteoporose. Além do gasto intelectual, há a demanda de um tempo maior entre as consultas, o que nos impede de atender muitos pacientes em um mesmo dia. Incluir Prescrição de Dieta no rol de procedimentos dos endocrinologistas. Justificativa: é um ato que está a cargo dos nutricionistas, ainda mais agora com a inclusão deste profissional no rol dos convênios. Entretanto, ainda é um hábito o paciente procurar o endocrinologista para receber orientação alimentar. Acredito que a prescrição de dieta deva ser considerada um procedimento à parte da consulta médica. Concordo com a inclusão de realização de glicemias capilares e avaliação de neuropatia com monofilamento (poupa maior gasto do convênio com realização de ENMG) no rol de procedimentos dos endocrinologistas e também concordo em discutir uma forma de reembolso caso o paciente agende a consulta e não compareça, sem desmarcá-la.
José Francisco de Camargo Carmello, 14/08/2009 - 21:08h.
Agradeço á atenção da sociedade que finalmente atendeu solicitação de vários colegas incluindo eu, quanto a valorização doa procedimentos da especializade já que acho improvável o pagamento de consulta diferenciada. além das sugestões já apresentadas sugiro:- 1)estudar como transformar em consulta os inúmeros retornos quando o paciente está instável tanto por Diabetes méllitus como por hipertiroidismo ou insuficiência Suprarenal ou situaçõse pós cirúrgicas endocrinológicas, sendo então aceito como no final da gravidez de risco nos obstetras. 2)Já que na vida real do consultório não há equipe multidisciplinar alem de somente o médico, e não a educadora em saúde, a nutricionista e nem o educador físico, é importante valorizar procedimentos de educação em endocrinologia como educação nutricional, de uso das insulinas e outras medicações especiais injetáveis ou não, orientação no uso e reajuste das bombas de infusão, dos exercícios físicos e das emergências que nos tomam tanto tempo da consulta, além de efetivamente cobrar dos convênio a avaliação clinica do estado pubertário, que apesar de estar em tabela frequentemente não é paga. 3)Valorizar como consulta paga, o "retorno para exames" já que no caso do endocrinologista são em grande quantidade (por exemplo acima de um certo número de exames), que frequentemente é paga como retorno = NADA. 4) Valorizar como consulta ou procedimento a execução dos inúmeros laudos para medicações especias, e de alto custos, laudos para outros colegas pois é o endocrinologista o orientador dos outros especialistas na maioria das comorbidades e já que esta é opinião do CRM em relação a laudos jurídicos. Freqüentemente esta é a única forma do paciente polifarmácia efetivamente ser tratado. 5)valorizar a frequente segunda visita hospitalar no diabético descompensado e outras patologia endocrinológicas com emergência-urgências. 6)considerar o endocrinologista além do nutrólogo, apto e habilitado a orientar e cobrar nutrição oral, enteral e parenteral e seus procedimentos correlatos, e portanto a receber por eles pois também metabologistas. 7)considerar o endocrinologista apto a praticar e receber por quimioterapia nos pacientes com neoplasias ou com necessidade de imunoterapia relacionadas com a endocrinologia, pois normalmente para estes procedimentos o endocrinologista é considerado “não apto” pelo convênio. 8)estudar uma forma de pagamento (pelo paciente ou pelo convênio) das consultas agendadas sem comparecimento, pois como opinou a colega parece ser fato comum de todos os pacientes, principalmente os de convênio. Espero que as considerações possam ser úteis para que se diferencie o pagamento do tempo gasto pelo endocrinologista. E estamos prontos a colaborar no possível
Fontenele, 17/08/2009 - 08:08h.
sobre itens 6 e 7 do colega Jose Carmello, sempre achei que nutrologia deveria ser uma sub especialidade ou área de atuação da endocrinologia, mas já que não o é, poderíamos ter as atribuições ditas, pois somos metabologistas também, sobre item 7, vc pensa em colocar dose terapêutica de iodo e tto dos adenomas com medicação? Fale mais um pouco sobre este item..
Eduardo, 18/08/2009 - 14:08h.
1 ) CGMS 2 ) BIOIMPEDÂNCIA 3 ) HGT 4 ) PRESCRIÇÃO DE DIETAS ( ANALISE NUTRICIONAL ), TÓPICO ESTE JÁ INCLUíDO NA ULTIMA CLASSIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DA AMB EM 2008 , PORÉM ACHO QUE NA PRÁTICA AINDA NÃO UTILIZADO...
Marco Aurélio Vinhosa Bastos Júnior , 19/08/2009 - 11:08h.
Cara diretoria da SBEM - Nacional. Sugestões para serem incluídos na cobertura dos planos de saúde: - glicemia capilar - exoftalmometria - exame de monofilamento dos pés - "adicional" por insulinização do paciente - acompanhamento especializado em provas funcionais endocrinológicas(fora dos grandes centros urbanos, geralmente não há laboratórios com médicos destacados para essa função, o médico solicitador tem que ir lá acompanhar o exame por horas e sem receber nada, pois não existe honorários previstos na tabela para este fim!) - sessão de etanolização de nódulo de tireóide, guiado por ultra-som. Vou tentar pensar em mais alguma sugestão e torno a escrever se necessário. Louvável a iniciativa. Espero que logremos êxito no pleito. Atenciosamente. Marco Aurélio Vinhosa Bastos Júnior - SBEM/MS
MAURO SEMER, 23/08/2009 - 14:08h.
Acredito que como na oftalmologia vários procedimentos propedêuticos são remunerados separadamente, alguns procedimentos poderiam ser desdobrados: glicemia capilar,instrução de monitoramento, instrução do uso de canetas de insulina, teste do monofilamento, teste do diapasão, doppler vascular. São exames importantes para os pacientes diabéticos.
Jorge R. Brust, 26/08/2009 - 18:08h.
Ultrassonografia de Tireóide para avaliação e procedimentos como punção. Já vemos colegas da Urologia, da Cardiologia e da Ginecologia com esta facilidade. O profissional habilitado para realização deste exame, junto com as informações clínicas e laboratoriais, é o endocrinologista. Os resultados são muito diferentes muitas vezes na prática clínica. Muitos exames e procedimentos desnecessários e até de risco seriam evitados com a avaliação do especialista. Consulta, palpação e ecografia (exame de avaliação, biópsia com agulha fina, alcoolização, etc)no mesmo profissional. Além disto, concordo com as propostas de testes de glicemia, mais consultas para tratamento intensivo de diabetes (evitando inclusive grandes gastos e riscos das internações), aumento do número de revisões permitidas por paciente por mês, CGMS, instalação de bomba, etc. Parabéns pela idéia. Tomara que dê certo.
Ricardo Fernando Arrais, 09/09/2010 - 09:09h.
Todos os comentários são válidos, mas acho que não devemos confundir a valorização de nossa consulta clínica, que é nosso "pilar principal", com a adição de procedimentos a ela. Explico: temos que garantir a valorização do tempo de nossa consulta, seja de um diabético tipo 1 recém diagnosticado, ou um obeso, ou qualquer das inúmeras possibilidades que nos defrontamos, seja no consultório seja em ambulatórios. Incluir como custo adicional uma orientação nutricional é contraproducente, pois sabemos que em alguns casos ela é imprescindível, como em diabéticos ou obesos, mas é secundária em um paciente com tireoidite autoimune, por exemplo. O foco é valorizar a consulta médica. Se o colega fez um treinamento em ultrassom de tireóide, adquiriu um aparelho e resolve fazer isso no consultório, deve cadastrar isso como procedimento, assim como quem comprou um bioimpedanciômetro. Não devemos deformar nossa conduta usando artifícios para nos tornarmos uma categoria com "procedimentos", pois isso logo nos levaria a fazer (e cobrar...) mesmo em casos onde isto não seria absolutamente necessário. E não podemos penalizar os pacientes, e sim os convênios que não pagam o que deveriam. Se investirmos em procedimentos, como instalação de CGMS, bombas de insulina, etc, certamente teremos que ajustar a dinâmica de nossa prática ambulatorial para incluir estes procedimentos sem prejudicar nossa prática clínica habitual. O ideal é que tenhamos nossa consulta bem valorizada, e caso decidamos a introduzir procedimentos, eles não sejam automaticamente atrelados às consultas, para inclusive não induzir o paciente, como já acontece hoje com os cardiologistas, que sem o procedimento, muitas vezes prévio às consultas (como ECG, eco, holter, ergométrico...) a consulta fica desvalorizada e até inviabilizada. Acho um caminho perigoso a ser trilhado. Somos essencialmente clínicos, e daí vem nossa força. Lutemos por isso, e pela introdução de novos exames subsidiários não só nos convênios, mas principalmente no SUS.