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Nova Gripe

Por Pablo de Moraes

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) já passam de 800 as mortes provocadas pela Gripe A no mundo. No Brasil, pelo menos 15 pessoas morreram em decorrência da nova gripe, de acordo com o Ministério da Saúde. Esses números, porém, poderiam ser bem mais baixos se fossem adotadas pela população medidas básicas de prevenção, como lavar as mãos, com frequência, com água e sabão.
 
Com o intuito de promover o esclarecimento sobre a Gripe Suína, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de informação, com inserções em rádio e televisão. Com o nome "Tire suas dúvidas sobre a Influenza A (H1N1)", a mensagem esclarece, por exemplo, como se dá a transmissão da nova gripe e quando se deve procurar atendimento médico. Além disso, as inserções orientam a não se automedicar e a procurar um posto de saúde ou médico em caso de aparecimento de sintomas.
 
A SBEM, como uma entidade médica, faz o seu papel de cidadania e reforça o alerta das autoridades, esclarecendo vários pontos sobre sintomas e os cuidados que devem ser tomados. Pacientes que têm alguma doença crônica, como diabetes e obesidade, precisam ter atenção redobrada.
 
Sintomas

É fácil confundir a Gripe A com uma gripe comum, já que os sintomas são bem parecidos: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares e dores nas articulações. Existem, porém, algumas diferenças: a febre é de difícil controle e, geralmente, quem está com a nova gripe apresenta um quadro de desconforto respiratório. Algumas pessoas também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarreia forte.

Segundo o Ministério da Saúde, no aparecimento desses sinais, o mais indicado é procurar um médico. A partir daí, se for necessário, o paciente é encaminhado para hospitais de referência, para avaliação do Influenza A.

O Brasil possui atualmente 68 hospitais de referência para tratamento de pacientes graves infectados pelo novo vírus. Nestas unidades, existem 900 leitos isolados para atender aos casos que necessitem de internação.

Doenças Crônicas como Grupo de Risco

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou recentemente quais pessoas poderiam ser consideradas como dentro do grupo de risco. São elas: idosos; crianças menores de dois anos; gestantes; pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica, com obesidade mórbida e, também, com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

Segundo o Dr. Ronaldo Sinay Neves, endocrinologista e membro da diretoria da SBEM Nacional, tais patologias merecem atenção muito especial no caso de contágio com o vírus H1N1. “O diabetes, por exemplo, pode causar diminuição da defesa do organismo, o que facilita o risco de infecções em geral, inclusive da gripe suína”, afirma. “A pessoa com diabetes contaminada pelo vírus H1N1 tende a sofrer elevação importante da glicemia. O ideal é a medição dos índices glicêmicos várias vezes ao dia e procurar um endocrinologista para adequar o tratamento ao diabetes”, completa.

Como o Vírus Age

A Gripe A é uma doença respiratória causada pelo vírus H1N1, que é uma variação de vírus causadores de gripe em porcos. Em seres humanos, ele se aloja nos pulmões, desenvolvendo uma pneumonia viral.
Caso não haja os devidos cuidados, a infecção pode levar ao óbito, principalmente pessoas com sistema imune enfraquecido, como é o caso de portadores de doenças crônicas. Por ser um vírus novo, ainda não se tem certeza de como ele age, porém, a nova gripe parece afetar gravemente também pessoas com sistema imune mais forte.

O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória.

Prevenção

Ilustração de mãos sendo lavadasAlgumas medidas básicas de higiene podem ser usadas para evitar o contágio e proliferação da nova gripe. Hábitos como lavar bem as mãos, frequentemente, com água e sabão; evitar tocar os olhos; boca e nariz após contato com superfícies e locais públicos; não compartilhar objetos de uso pessoal; e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar, são alguns deles.

Tentar permanecer em boa saúde geral também é importante. Repousar, evitar o estresse, beber bastante líquidos e se alimentar bem ajudam na recuperação.

 

 

Imagem do material de campanha do Ministério da Saúde

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