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Atualizada em: 28/07/2011

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Medicamentos Antiobesidade

No dia 28 de julho, SBEM e ABESO participaram de mais um debate sobre a recomendação da ANVISA de retirada dos medicamentos anorexígenos e da sibutramina do mercado brasileiro. A reunião aconteceu na Academia Nacional de Medicina e teve como objetivo principal obter um parecer oficial da Academia sobre o tema.

A primeira a falar foi a representante da ANVISA – Dra. Maria Eugênia Cury – Gerente do Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária – NUVIG. Ela apresentou um breve histórico sobre as discussões e explicou os motivos que levaram a Câmara Técnica a recomendar a suspensão dos medicamentos, citando o estudo SCOUT.

Em sua apresentação, Dr. Ricardo Meirelles, representando a SBEM, ressaltou que uma perda pequena de peso já pode ser considerada importante, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento de outras doenças, como diabetes, problemas cardiovasculares e hipertensão. “A perda de peso é eficaz quando é maior ou igual a 1% ao mês ou pelo menos 5% de três a seis meses. Nosso objetivo principal não é levar o obeso a seu peso ideal, mas sim reduzir seu peso para que ele possa evitar o aparecimento de muitas doenças”, afirmou. O especialista explicou ainda como é recomendando o tratamento da obesidade.  “Num primeiro momento, indicamos as mudanças no estilo de vida, na alimentação, mas nem todo mundo consegue isso facilmente, e o tratamento farmacológico ajuda muito no tratamento da obesidade”, explica. “Na prática clínica, se uma pessoa não corresponder ao medicamento, nós mudamos o método. Sabemos que a sibutramina não é indicada para todos, mas não podemos proibir o uso para o paciente que se dá bem com o medicamento”, disse.

Logo depois, Dr. Amélio de Godoy-Matos, representando a ABESO, apresentou estudos que comprovam a eficácia e segurança dos medicamentos e afirmou que a grande maioria dos medicamentos apresenta riscos. Em sua conclusão, o especialista relembrou que a obesidade é uma doença com bases genéticas e afirmou que os medicamentos não representam razão risco/benefício maior do que diversas drogas de uso comum.

Ao final das apresentações, foi aberto o debate aos membros da academia e os participantes fizeram suas considerações finais.

Veja fotos da reunião

Dr. Ricardo Meirelles, ao lado da representante da Anvisa, Maria Eugênia Cury

Dr. Amélio de Godoy-Matos, representando a ABESO.

Veja a apresentação completa em vídeo, gentilmente cedido pela Academia para o site da SBEM.

 

 

Atualizada em: 28/07/2011

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milton quina, 26/07/2011 - 20:07h.

Ola,eu gostaria de saber como medico que trabalho com endocrinologia,qual a sugestao da Anvisa para aqueles pacientes portadores de limitaçoes fisicas,como hernia de disco,ou artroses,ou amputados de membros inferiores,como ficarao sem medicaçao,a Anvisa ira manda los fazer exercicio e dieta?


francisco costa, 29/07/2011 - 15:07h.

Achei brilhante a argumentação do dr ricardo meirelles juntamente com com o embasamento do dr amelio godoy.Parabens. muit bom, otimo.


Milton Soares, 30/07/2011 - 09:07h.

Sou totalmente favorável a manuntenção dos remédios para emagrecer no mercado brasileiro, é um absurdo a ANVISA desconsiderar a opinião dos especialistas nesta área, é muito estranho essa atitude radical de banir os inibidores de apetite do mercado brasileiro, quando duas entidades sérias na área com ABESO e Sbem são totalmente contra.


Fernando César, 31/07/2011 - 11:07h.

Se colocássemos os idosos do estudo SCOUT para fazer exercícios intensos (spinning, jump, triatlo...), teríamos uma avalanche de infartos dentro da academia. Nem por isso iremos fechar as academias do mundo, pois isso seria absurdo, como é a intenção de retirar os moderadores de apetite. Mesmo que houvesse poucas evidências (o que não é verdade) quanto à segurança/eficácia dos moderadores de apetite, essas poucas evidências existentes apontam para os benefícios do uso destes medicamentos (inclusive a opinião dos especialistas - uma das evidências que precisam ser utilizadas quando não existem outras). É ilógico conduzir as decisões para o caminho contrário (é anticientífico e antidemocrático). A ANVISA parece não entender de Medicina Baseada em Evidências. Interessante também observarmos que a ANVISA esteve isolada em sua posição em todas as discussões e em todos os eventos realizados. Por último, como dr. Ricardo disse: o médico tem interesse nos resultados obtidos nos tratamentos propostos por ele, não no medicamento em si. Sugerir o contrário, é difamação. E quanto à eficácia, não há dúvida (na minha experiência de 10 anos) que DIETA+EXERCÍCIO+MEDICAMENTO é muito mais eficaz que DIETA+EXERCÍCIO, inclusive em parâmetros que não podem ser medidos (aderência às modificações propostas, auto-estima, confiança...).


jose jorge cherem, 31/07/2011 - 18:07h.

tentei saber a conclusão final da reunião entre anvisa e abeso/sbem a respeito da proibição do uso de medicamentos anoreticos para tratamento da obesidade. acho que a proibição de acesso é no minimo abusiva.

Resposta: Prezado Jose Jorge, Até o momento, a Anvisa afirma não ter chegado a uma conclusão, embora ainda se mostre propensa a cancelar o registro dos medicamentos. Att, Reportagem Online da SBEM


David Grasso, 03/08/2011 - 07:08h.

Dr Ricardo Meirelles sempre preciso em seus pontos... Dr Amélio claro e objetivo... A Anvisa está inclinada a seguir o caminho da Europa e USA devido ao volume de consumo no mercado brasileiro que não é decorrente de prescrição SÉRIA (leia-se endocrinologistas). Creio que está no momento de discutirmos a possibilidade legal da anvisa determinar a restrição da prescrição de anorexígenos e sacietógenos a endocrinologistas titulados pela SBEM. Com esta determinação, a simples restrição certamente reduziria o consumo em mais de 70% certamente... Coloca-se o selo de especialista titulado e um programa eletrônico nas farmácias que checam se o CRM faz parte do grupo permitido... Deixemos as ferramentas especiais para os especialistas lapidados para tal !!


silvia toledo, 03/08/2011 - 08:08h.

Acredito que deve ser mantido como parte da estratégia de tratamento da obesidade. O tratamento apenas com mudança do estilo de vida necessita de uma mudança muito maior primeiro em infra-estrutura como educacação alimentar nas escolas e acessibilidade a prática de exercícios físicos como calçadas adequadas (sem buracos), praças e parques nos diversos bairros e etc. Quando o governo tiver competência e responsabilidade suficientes para garantir esta infra-estrutura pode ser que seja possível prevenir muitos casos de obesidade. Infelizmente acreditar que retirar os medicamentos que auxiliam no controle da obesidade neste momento, onde os estudos mostram um aumento progressivo e sem controle da obesidade no mundo inteiro, mesmo em países com uma infra-estrutura e apoio ao esporte melhores do que o nosso, é pura ingenuidade ou realmente falta de informaçao e responsabilidade.


Fernando César, 04/08/2011 - 08:08h.

A ANVISA acaba de publicar uma pesquisa (via telefone pela empresa GfK) sobre a opinião da população neste assunto. O resultado foi que a maioria concorda com a retirada dos anorexígenos. O detalhe mais importante é que 99% dos entrevistados não usam medicamentos anti-obesidade. Eu me pergunto: Porque a ANVISA não fez entrevista com os pacientes que realmente usam os medicamentos? Todos os 04 medicamentos em questão são vendidos em receituário B2 e os dados (endereço e telefone) precisam ser informados (A ANVISA tem os dados de todos os usuários de medicamentos anti-obesidade do Brasil). A Agência poderia discutir diretamente com quem conhece (na prática) o uso dos medicamentos, mas, mais uma vez, preferiu fazer uma análise enviesada. Eu lamento muito.


FERNANDA PIRES RAPOSO DE MATOS SOUZA, 09/08/2011 - 16:08h.

Eu tomei a sibutramina no período de 9 meses, estava com sobrepeso com IMC acima dos 26, tenho 1,50 e peso de 75 kgs, ou seja, há anos nenhuma dieta funccionava(estou com 60 kgs), apenas comendo pouco de forma equilibrada, a eficácia da sibutramina realmente foi vista a olhos abertos por meus amigos, familiares. Considero a posição da Anvisa bastante retrógrada levando -se em conta que ela é um Òrgão que fiscaliza e controla toda a questão do uso de medicamentos no Brasil. Sim todas medicações antes de ir ao Mercado pra ser vendido deve sim ter um perfil de segurança, mas este perfil deve ser setorizado áquelas pessoas que vão usar o remédio pq possui uma doença para o uso específico daquele remedio. Pelo que vi deste Debate. A Anvisa me pareceu que não teve uma Retórica convincente relacionada aos parametros pra a proibição do medicamento, não sei também se ela se utilizou das falácias dos Meios de comunicação e da opinião pública pra proibir o uso da Sibutramina. Ou seja, um òrgão que usa a falta de educação de um modo geral pra proibir um medicamento, é eficaz como órgão que deve fiscalizar a Saúde levando em conta o conceito da OMS? A própria Anvisa é refém da sua falta de Diretrizes eficazes e científicas pra se determinar que medicações devem circular ou não pelo Brasil, ficou patente a falta de parametros interacionais, com outras Entidades médicas,de psicologia também pra medir ou não a eficácia da Sibutramina. Uma pena! Quem faz tudo direito pra mudança de estilo de vida e exercícios físicos, é punida por uma medida arbitrária a quem precisa da medicação, não deveria ter sido proibida. Pq a Anvisa não prioriza estudos científicos em certas medicações como prova na hora de decidir se deve ou não probir determinada medicação? O Scout não revelou traços específicos da ineficácia da Sibutramina, qts brasileiros participaram desse Estudo ? Muitas perguntas não foram respondidas e nem discutidas, a Anvisa precisa rever esta posição e colocar Diretrizes em Grupos específicos para o uso da Sibutramina.


Fernando César, 11/08/2011 - 09:08h.

Mais uma vez a ANVISA deixa claro o seu desconhecimento de fisiologia e fisiopatologia da Obesidade. Em resposta à indagação de uma paciente bem-sucedida de sibutramina, publicada no site da ABESO, que "a população estudada não poderia ser outra senão a de pacientes com risco cardiovascular, já que a maioria da população que necessita do tratamento com a sibutramina (a população obesa) apresenta grande risco cardiovascular". A ANVISA não entende a enorme diferença entre TER doença cardiovascular grave instalada e RISCO de novos infartos (pacientes do estudo SCOUT) e RISCO DE DESENVOLVER doença cardiovascular (pacientes obesos candidatos ao uso de sibutramina). Justamente pelo risco de DESENVOLVER doença cardiovascular é que precisam ser tratados, o quanto antes.


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