Folha da SBEM Online
Edição nº 041 - Setembro / 2009
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Diabetes: Como Investigar?

O tema: “Como Investigar?” foi proferido pela Dra. Mônica Cabral que, durante sua apresentação,Dra. Mônica Cabral levantou a questão sobre se a decisão de se fazer ou não os exames de rotina em pessoas com Diabetes Tipo 2, assintomáticos para doença cardiovascular (DCV). Segundo a especialista, isso implica em mudança de tratamento que resulte em prevenção de desfecho cardiovascular futuro, em relação a aqueles que não fizeram o exame de rotina.

Como apresentou a Dra. Mônica, a recomendação atual se baseia em análise de custo efetividade e no valor das informações clínicas já disponíveis, influenciando a probabilidade pré-teste de presença de doença.  
De acordo com a doutora, o teste de esforço convencional é indicado a pacientes com diabetes assintomáticos, principalmente àqueles que pretendem iniciar uma atividade física, quando um dos fatores de risco está presente:
  • idade acima de 35 anos
  • DM2 a mais de 10 anos ou DM1 acima de 15 anos
  • Presença de outro fator de risco para doenças coronarianas
  • Presença de doença microvascular ou vascular periférica ou neuropatia atômica.
Além disso, os pacientes precisam apresentar ECG interpretável e alta tolerância a esforços físicos. A interpretação do exame deve incluir uma resposta sintomática, capacidade de esforço máxima, resposta hemodinâmica e comportamento do ECG.   

Na apresentação da Dra. Mônica, testes cardíacos de estresse com imagem são, preferencialmente, indicados em substituição ao teste ergométrico convencional em pacientes que, apesar de aptos para esforço físico, apresentam anormalidades de ECG em repouso, limitando a análise adequada de resposta isquêmica.

Em pessoas com diabetes incapazes de se exercitar, devem ser aplicados os exames de cintilografia miocárdica de perfusão com estímulo vasodilatador por adenosina ou dipiridamol ou eco cardiografia com infusão de doses crescentes de dobutamina.

Ainda segundo a endocrinologista, o objetivo da avaliação de risco é identificar a Doença Cardiovascular subclínica em pessoas com diabetes, o que implicaria numa mudança na conduta com o objetivo de diminuir a mortalidade e morbidade cardiovascular. A doutora ressaltou, ainda, que pessoas com diabetes, assintomáticas, apresentam atualmente prognóstico cardiovascular bom e, nesse grupo, mais importante que realizar um check up cardiovascular é estimular a manutenção de bons hábitos de vida e dos fatores de risco dentro das metas.


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NESTA EDIÇÃO
Editorial

- IV EndoRio

Matérias:

- Diabetes Tipo 2 e Doença Coronariana

- Novos Tratamentos em Doenças Hipofisárias

- Como Diagnosticar o SOP

- SBEM Nacional no Endorio

- Quando Investigar a Síndrome de Cushing

- Prêmio Ingeborg

- Tratamento Substitutivo Diabetes Tipo 1

- Bisfofonato Falhou. E agora?

- Espírito Carioca


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