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Novos Fármacos para Diabetes: Comentários dos Brasileiros Depois de uma abordagem do convidado internacional Jaime Davidson (Estados Unidos), sobre as novas drogas para o tratamento do diabetes, foi a vez dos especialistas brasileiros abordarem o tema. A mesa redonda teve como palestrantes a Dra. Silmara Leite (SP), Dr. José Egídio de Oliveira (RJ) e Dr. Luiz Cesar Póvoa. A Dra. Silmara comentou sobre os estudos fase II do Dapagliflozin e Serglifozin, onde apresentam, inicialmente, entre outras vantagens a redução do peso e o baixo risco de hipoglicemia. Mas a especialista alertou para possível infecção urinária bacteriana, risco de DEEC e infecção fungica central. Entre os trials, que estão em fase de realização, a Dra. Silmara mencionou o TINSAL – T2D Trial, estudo multicêntrico, financiado pelo NIH . A Dra. Silmara ainda comentou sobre as pesquisas na área de insulina inalada, onde lembrou sobre a retirada do Exubera do mercado, em 2007. Na sequência, o Dr. José Egídio de Oliveira, fez uma apresentação bastante didática sobre os fármacos em estudo na prevenção das complicações crônicas do diabetes. O endocrinologista mostrou uma listagem significativa, que pode ser consultada no site da NIH e mencionou alguns deles.
O Dr. José Egídio mencionou que são mais de 200 estudos em andamento e que as propostas parecem promissoras. Fechando os debates, o Dr. Luiz Cesar Povoa fez algumas observações e levantou questões para reflexão e abordou, especialmente, os medicamentos para o tratamento da nefropatia diabética. “Há algum tempo atrás, o diabetes era considerada uma doença de ricos, mas esse conceito foi completamente abolido e os desafios são muito grandes”. Segundo o Dr. Póvoa, entre os novos fármacos para o tratamento da neuropatia diabética, encontram-se os inibidores da aldose redutase da proteína C kinase. Os primeiros inibidores da aldose redutase foram retirados do mercado por provocarem reações adversas, como alergias e toxicidade hepática e renal, ou ineficácia do tratamento proposto. “Duas substâncias deste grupo estão com estudos em aberto e a droga Epalrestat se encontra liberada para o uso no Japão. O especialista mencionou o ácido alfa-lipoico, também conhecido como ácido tiócito que tem mecanismo de ação sobre o estress oxidativo desencadeado pela hiperglicemia. “É preciso um pouco mais de avaliação, mas parece que as possibilidades são promissoras”. É proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Diretoria Nacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. |
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