Folha da SBEM Online
Edição nº 039 - Junho / 2009
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Novos Fármacos para Diabetes: Comentários dos Brasileiros

Depois de uma abordagem do convidado internacional Jaime Davidson (Estados Unidos), sobre as novas drogas para o tratamento do diabetes, foi a vez dos especialistas brasileiros abordarem o tema. A mesa redonda teve como palestrantes a Dra. Silmara Leite (SP), Dr. José Egídio de Oliveira (RJ) e Dr. Luiz Cesar Póvoa.  

A Dra. Silmara comentou sobre os estudos fase II do Dapagliflozin e Serglifozin, onde apresentam, inicialmente,  entre outras vantagens a redução do peso e o baixo risco de hipoglicemia. Mas a especialista alertou para possível infecção urinária bacteriana, risco de DEEC e infecção fungica central.

Entre os trials, que estão em fase de realização, a Dra. Silmara mencionou o TINSAL – T2D Trial, estudo multicêntrico, financiado pelo NIH . A Dra. Silmara ainda comentou sobre as pesquisas na área de insulina inalada, onde lembrou sobre a retirada do Exubera do mercado, em 2007.

Na sequência, o Dr. José Egídio de Oliveira, fez uma apresentação bastante didática sobre os fármacos em estudo na prevenção das complicações crônicas do diabetes. O endocrinologista mostrou uma listagem significativa, que pode ser consultada no site da NIH e mencionou alguns deles.

  • Omacor – Mecanismo de ação presumido: regulariza a função da célula endotelial, reduzindo a inflação celular.
  • POMx – Antioxidantes derivado do suco de romã. Mecanismo de ação presumido: redução do estress oxidativo.
  • Roziglitazona – Já conhecida de todos, está sendo testada, agora, na prevenção de doença coronariana em pessoas com intolerância à glicose.
  • Alisquireno – Inibidor de renina. Mecanismo de ação presumido: reduz a hipertensão.
  • Alagebrium – Mecanismo de ação presumido: reduz o acúmulo de AGE.
  • Candersatan – Inibidor da angiotensina II e agente hipotensor.
  • Infliximab – Anticorpo monoclonal contra TNF alfa (inibidor da sinalização para TNF)
  • Alopurinol, Ac. Alfa Lipoico e Nicotinamida – coquetel antioxidante (reduz estresse oxidativo inibe PARP-ploli (ADP-ribose) polimerase e aumenta o fluxo sanguíneo.

O Dr. José Egídio mencionou que são mais de 200 estudos em andamento e que as propostas parecem promissoras.

Fechando os debates, o Dr. Luiz Cesar Povoa fez algumas observações e levantou questões para reflexão e abordou, especialmente, os medicamentos para o tratamento da nefropatia diabética. “Há algum tempo atrás, o diabetes era considerada uma doença de ricos, mas esse conceito foi completamente abolido e os desafios são muito grandes”.

Segundo o Dr. Póvoa, entre os novos fármacos para o tratamento da neuropatia diabética, encontram-se os inibidores da aldose redutase da proteína C kinase. Os primeiros inibidores da aldose redutase foram retirados do mercado por provocarem reações adversas, como alergias e toxicidade hepática e renal, ou ineficácia do tratamento proposto. “Duas substâncias deste grupo estão com estudos em aberto e a droga Epalrestat se encontra liberada para o uso no Japão.

O especialista mencionou o ácido alfa-lipoico, também conhecido como ácido tiócito que tem mecanismo de ação sobre o estress oxidativo desencadeado pela hiperglicemia. “É preciso um pouco mais de avaliação, mas parece que as possibilidades são promissoras”.


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NESTA EDIÇÃO
Editorial

- Décima Segunda Edição do EndoRecife

Matérias:

- Vitamina D: Efeitos Extraesqueléticos

- O que Fazer no Baixo Peso?

- Os Medicamentos do Futuro para DM2

- Repercussão na Imprensa de Pernambuco

- Hirsutismo: Ponta de um Iceberg

- A Queda dos Hormônios no Homem

- Cirurgia Bariátrica e o Diabetes Tipo 2

- Encerramento


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