![]() | ||||||||||||
| ||||||||||||
|
Experiências nos Tratamentos de Câncer Adrenal Durante o Simpósio Adrenal, no último dia de congresso, três especialistas dedicaram-se à problemática dos tumores adrenais, incluindo aspectos do diagnóstico e tratamento.
O professor Rômulo Sandrini, da Unidade de Endocrinologia Pediátrica da Universidade Federal do Paraná, ofereceu um panorama sobre a experiência brasileira no tratamento do câncer adrenocortical em crianças tratadas no hospital das clínicas da UFPR. Entre as constatações, está uma nova mutação germinativa do TP53 entre os pacientes testados, além da análise da altura e de hipertensão arterial. “É um tema no qual foram feitos grandes avanços. No entanto, permanecem muitas perguntas não respondidas”, declarou. O especialista brasileiro também comentou que os cientistas ainda não sabem como interpretar a concentração de casos desse tipo de tumor no sul do Brasil, em especial no estado do Paraná. Uso de Mitotano O médico italiano Massimo Terzolo relatou sua experiência com os pacientes do hospital San Luigi Gonzaga, da Faculdade de Medicina e Cirurgia de Turim. Sua equipe conduziu análises para avaliar a segurança no uso de mitotano adjuvante. “Todos experimentaram efeitos colaterais, principalmente gastro-intestinais, mas nunca foram graves”, afirmou. “O tratamento com mitotano é muito complexo. Devem-se fazer controles randomizados para provar a eficácia do seu uso”, recomendou, citando estudos que já começaram a ser feitos na Itália e em outros países europeus recrutando pacientes. Feocromocitoma Ainda Sem Cura O cientista Karel Pacak, pesquisador do Instituto Nacional de Saúde da Criança dos Estados Unidos, mostrou dados de seu estudo sobre feocromocitoma, com dados sobre diagnóstico bioquímico dos tipos maligno e metatástico e sobre a correlação de genótipo e fenótipo. A maioria dos pacientes é submetida à quimioterapia – em tratamentos que resultam bem-sucedidos em apenas 30% dos casos, informou o cientista norte-americano. “Não prometam a seus pacientes que eles serão curados”, aconselhou o Dr. Pacak, diante de tais números. “Nunca vi um paciente perfeitamente curado após quimioterapia” – comentou. O cientista informou que adota um nível indicativo para a suspeita de tumor maligno em pacientes, que apresentam um feocromocitoma extra-adrenal acima de 5 cm. Ele lembrou, atualmente, que não há cura para este tipo de tumor. A frase em seu último slide de apresentação sintetiza a relação paciente-médico de hoje: “os pacientes são a nossa paixão e nós somos a esperança deles”. Texto: Cintia Salomão Castro Foto: Celso Pupo É proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Diretoria Nacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. |
|||||||||||
|