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Recomendações nos Tratamentos com Vitamina D
O especialista Leif Mosekilde, do Departamento de Endocrinologia e Metabolismo da Universidade de Aarhus (Dinamarca), lembrou que, ao contrário do que pode pensar, até mesmo na ensolarada cidade do Rio de Janeiro – sede do congresso – podem existir altos índices de deficiência entre a população. Ele comentou os dados colhidos em seu país natal, que provam as grandes oscilações registradas entre o inverno e o verão, e como a ingestão suplementar aumentou entre 1994 e 2000. Entre os grupos de risco da região escandinávia, figuram as pessoas de origem palestina, libanesa, paquistanesa e vietnamita – entre outras. No entanto, a deficiência da vitamina D naquele país não é comum, conclui Mosekilde: somente 22% da população apresentam níveis de vitamina D abaixo dos 50 n mol/l. Entretanto, há grandes variações individuais que ainda estão sendo investigadas. Hábitos como passar as férias do inverno europeu em localidades ensolaradas e preferir o peixe morno ao frio também contribuem para elevar tais níveis. Prevenção de Doenças Durante suas pesquisas, o médico Roger Bouillon, da universidade católica de Leuven (Bélgica), observou que o nível de PTH sobe quando o de HD desce. Entre as conclusões apresentadas por ele, está a possibilidade de prevenir o raquitismo com baixas doses (200-400 IUd) de vitamina D. Lembrando que tal deficiência está associada a vários distúrbios como esclerose múltipla, síndrome metabólica e câncer, ele citou estudos que indicam que, se crianças recebessem doses de vitamina D, haveria uma diminuição global de cerca de 30% no risco do diabetes tipo 1. Para Roger Bouillon, a recomendação geral seria um nível de vitamina D acima dos 20 ng⁄ml para todos os adultos, especialmente em casos de grupos de risco. Tomar Sol É Garantia? Durante o debate, uma pesquisadora de Recife comentou pesquisas surpreendentes mostrando um alto índice de deficiência de vitamina D entre mulheres pernambucanas, expostas à radiação solar. O Dr. Roger Bouillon não deixou dúvidas sobre o fato: “Não concluam que o fato de viver em um país ensolarado os livra da deficiência de vitamina D. Na Europa, o problema é maior na faixa do Mediterrâneo, e não na Escandinávia. A exposição ao sol pode ser útil mas não é a solução para atingir os níveis desejados, sem esquecer dos riscos do câncer de pele. A resposta está na ingestão de alimentos que são fontes de vitamina D ou nos suplementos”, afirmou. “Recomendo que vocês primeiro identifiquem no país de vocês os grupos de risco, e que se concentrem neles” – aconselhou aos médicos presentes. Texto: Cintia Salomão Castro É proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Diretoria Nacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. |
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