Folha da SBEM Online
Edição nº 038 - Novembro / 2008
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Aspectos do Hipopituarismo

Durante o simpósio sobre hipopituarismo, três especialistas de países diferentes expuseram as conclusões de estudos sobre esse tipo de deficiência da glândula.

A Dra. Rhonda D. Kineman, pesquisadora da Universidade de Illinois (Chicago, Estados Unidos), expôs os resultados das análises conduzidas com ratos nos laboratórios da seção de endocrinologia – medindo a relação entre os índices de hormônio GH e o aumento de peso.

O Dr. Georg Brabant, da escola de medicina da Universidade de Manchester (Inglaterra), falou sobre novos conceitos na terapia de reposição hormonal. Analisando dados sobre mortalidade e deficiência pituitária, ele extraiu observações sobre a notável relação entre idade e aumento de risco traumático, principalmente a partir dos 40 anos. Ele também notou a ausência de efeitos na qualidade de vida dos pacientes, decorrentes de pequenas mudanças nos níveis de Ft4.  

Para concluir sua apresentação, o cientista britânico chamou atenção para a possibilidade de a regulação hormonal auxiliar no incremento da qualidade de vida nos casos de pacientes com deficiência pituitária. No entanto, permanece a dúvida sobre o impacto de tais mudanças nos níveis de mortalidade e morbidez, esclareceu o Dr. Brabant.

TBI e Impacto na Morbidade


O médico Amar Agha, pesquisador no Beaumount Hospital, de Dublin (Irlanda), mostrou dados obtidos através da observação de pacientes que sofrem de hipopituarismo como conseqüência de trauma (TBI), com implicações clínicas e testes com glucagon.

Os experimentos procuraram avaliar se esse tipo de deficiência pituitária tinha algum tipo de impacto clínico importante na morbidade dos pacientes. A estimativa dos pacientes que mostram algum grau de hipopituarismo fica em torno de 25%.  Entre as conclusões obtidas pelo Dr. Agha, está o fato de que o hipopituarismo pode contribuir muito com a morbidade associada ao TBI.

Texto de Cintia Salomão Castro
Fotos Celso Pupo



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