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Haiti

Por Paula Camila Rodrigues e Cintia Salomão Castro

Ruínas, pessoas feridas, corpos espalhados pelo chão, centenas de milhares de pessoas dormindo pelas ruas. Essas palavras resumem o cenário visto por quem está em Porto Príncipe, capital do Haiti. O terremoto que atingiu o Haiti, no último dia 12, foi considerado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos o maior dos últimos 200 anos.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que a tragédia possa ter afetado cerca de 3 milhões de pessoas. No entanto, esse número ainda pode mudar porque ainda falta verificar vários aspectos da situação no país. As informações são desencontradas, mas o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, declarou à rede CNN que teme que o número de vítimas seja superior a 100 mil.

Por causa do terremoto, o sistema de telecomunicações ficou prejudicado, fazendo com que vários haitianos passem informações através da internet sobre o que está acontecendo por lá, incluive as redes sociais - como o Twitter.

Esforços Médicos

*atualizado em 18 de janeiro de 2010

A Associação Médica Brasileira (AMB) anunciou a realização de esforços para ajudar as vítimas do terremoto, após entrar em contato com o governo brasileiro. Os médicos que tiverem interesse em prestar auxílio voluntário podem se inscrever no site da entidade.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), por sua vez, está recebendo doações de mantimentos. De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, a sede e as subsedes estão recebendo doações de água mineral e alimentos não-perecíveis.

A International Diabetes Federation resolveu criar o Haiti Diabetes Trust Fund, através do qual os seus membros podem fazer doações para custear os serviços de emergência e a reconstrução de estruturas.

Mobilização

*atualizado em 19 de janeiro de 2010

Regional da SBEM em Alagoas participa da mobilização e envia boletim aos seus associados para colaborarem com a campanha de auxílio ao Haiti. A mensagem é assinada pelo presidente da Regional Edson Perroti.

"Prezado colega, diante do terremoto no Haiti,  considerado a pior catástrofe Natural da história da humanidade, em um país já assolado pela miséria, a AMB está cadastrando voluntários para serviço médico especializado. Segue site para divulgação. www.amb.org.br/teste/amb_haiti.htm

Falta Estrutura

Para as pessoas com diabetes, a situação chega a ser mais catastrófica. Com o terremoto, muito material, inclusive farmacêutico, foi danificado. A falta de apenas uma injeção de insulina ou de um comprimido de medicação oral pode causar sérios problemas aos pacientes. Por isso, a International Diabetes Federation está divulgando um comunicado para ajudar Dr. Philippe Larco, vice-presidente da FHADIMAC (Fundação Haitiana de Diabetes e Doenças Cardiovasculares), a conseguir insulina, seringas e tiras para glicosímetro. Para isso, divulgou um comunicado em seu site, requisitando ajuda a empresas e entidades.

A SBEM está dando a sua contribuição, divulgando a informação e pedindo a colaboração de empresas na ajuda aos pacientes diabéticos daquele país.

As equipes da ONG Médicos Sem Fronteiras em Porto Príncipe já atenderam mais de mil pessoas após o terremoto. Em quatro tendas improvisadas, montadas perto das estruturas de saúde danificadas nas quais MSF trabalhava, os profissionais médicos têm recebido pacientes com fraturas, ferimentos na cabeça e outros grandes traumas.

A maior preocupação da equipe médica no momento é a grande necessidade de tratamento de feridos e de realização de procedimentos cirúrgicos, por causa do grande número de pessoas com ferimentos na cabeça e fraturas expostas.

Em declaração à reportagem do site da SBEM, a assessoria de imprensa da MSF falou sobre um hospital móvel, equipado com duas salas de cirurgia, que deve chegar ao Haiti por avião nas próximas 24 horas, junto com cirurgiões e anestesistas extras. As equipes em Porto Príncipe também estão tentando identificar mais estruturas médicas que poderiam ser usadas para a realização de cirurgias.

Outra preocupação da ONG é para enviar mais profissionais médicos e kits. De acordo com a assessoria de imprensa, há sete vôos fretados preparados para partir, mas apenas um deles conseguiu chegar a Porto Príncipe. Este avião veio através do centro de logística de MSF no Panamá, trazendo 25 toneladas de material de emergência, incluindo três kits médicos para desastres e cobertores, lâminas de plástico, kits de higiene e de cozinha, tendas e galões de água. Cerca de 80 trabalhadores extras de MSF, incluindo duas brasileiras (uma psicóloga e uma médica-cirurgiã), devem chegar para reforçar as equipes no terreno.

Por causa da dificuldade de comunicação, não foi possível confirmar o paradeiro de todos os haitianos que fazem parte da MSF, bem como pacientes que estavam em edificações da ONG, quando o terremoto atingiu o país. De acordo com informações da assessoria de imprensa da organização, um dos membros da equipe, uma canadense, foi socorrida após permanecer 24 horas sob os escombros. As informações chegam aos poucos, por conta da dificuldade de comunicação telefônica.

Veja a coletiva de imprensa feita pela MSF sobre a situação no Haiti (em inglês).

 

Coletiva transmitida pela CNN

 

Como Ajudar

Algumas organizações estão recolhendo doações para ajudar as vítimas e as doações já estão chegando ao Haiti. Como em épocas de tragédias aparecem vários casos de charlatanismo, o ideal é que as doações sejam feitas diretamente a entidades conhecidas.

A ONG Médicos Sem Fronteiras está recebendo doações através de seu site. Se a página estiver fora do ar, pelo grande número de acessos, entre em contato através do telefone (21) 2215-8688 ou mande um e-mail para doador@msf.org.br.

A Embaixada do Haiti no Brasil recebe doações em dinheiro por meio da conta corrente abaixo. Os recursos serão recebidos diretamente pela embaixada e administrados por ela, segundo o Banco do Brasil. Podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.

  • Nome: Embaixada da República do Haiti

- Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta Corrente: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. Segundo Silvia Backes, coordenadora do CICV no Brasil, a entidade não recebe outros tipos de doações, como roupas, devido à dificuldade de enviá-las ao país. Ela diz que há uma equipe de ajuda emergencial da Cruz Vermelha saindo de Genebra com toneladas de doações e com equipes de médicos.

Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:

  • Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha

-Banco: HSBC
Agência: 1276
Conta Corrente: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

O Movimento Viva Rio também abriu uma conta para receber doações que serão usadas para compra de alimentos, água e medicamentos. Presente desde 2004 no Haiti, o Viva Rio mantém uma equipe de mais de 400 pessoas trabalhando nos projetos, sendo nove brasileiros. Doações podem ser feitas na conta:

  • Nome: Movimento Viva Rio

- Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

O músico haitiano Wyclef Jean recebe doações para ajudar as vítimas do terremoto por meio de sua ONG, a Yelé Haiti. Para doar, acesse o site do Yelé Haiti, clique em "Donate", escolha o valor da doação e forneça os dados do seu cartão de crédito.

 

Fontes: CNN, Portal G1, International Diabetes Federation, Médicos Sem Fronteiras.

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