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Atualizada em: 06/09/2010

Educação em Diabetes

Educação em Diabetes foi tópico principal de uma mesa redonda, ocorrida neste domingo, 5 de setembro, durante o 29º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (CBEM 2010). Coordenado pela Dra. Maria José Borsatto Zanella, o encontro contou com três apresentações, citando casos e ações que comprovam a eficácia e importância da educação de pessoas e profissionais que lidam com o diabetes.

A primeira palestra foi proferida pela Dra. Reine Marie Chaves Fonseca e teve como tema o questionamento "Educação para o Diabético Pode Mudar o Curso da História?". A especialista citou o exemplo do Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (CEDEBA), uma unidade de referência de média especializada de ajuda aos portadores de diabetes e outras endocrinopatias. "O objetivo principal é o incentivo na aquisição de conhecimentos, mudanças comportamentais (autocuidado) e, principalmente, eliminar preconceitos", afirmou a doutora.

Ela considera o educador, o conteúdo programático, a metodologia educativa e o ambiente propício, aliados à motivação, como os pilares fundamentais para o sucesso na educação em diabetes. "No CEDEBA, nosso trabalho envolve uma equipe multiprofissional, que utiliza textos de apoio,cartilhas, jogos, teatro e vivências na educação dos pacientes e de seus familiares", afirma. "A educação deve ser dirigida de forma permanente não apenas para a pessoa que tem diabetes, mas também para todas as pessoas que a cercam: seu médico, sua família, amigos. Educação isoladamente é insuficiente para a melhora a longo prazo da vida da pessoa com diabetes", completa.

O segundo tema apresentado foi "O que Melhorou no Tratamento do Diabetes?", exposto pelo Dr. Raimundo Sotero de Menezes Filho. De acordo com ele, ensinar e ouvir o paciente são duas ações que caminham juntas para ajudar o diabético a evoluir para a aceitação ativa de sua doença. "Ela permite que ele passe de um estado de dependência infantil face aos profissionais que o atende, para uma autonomia adulta", diz o especialista.

O endocrinologista relembrou, também, a necessidade de atuar com linguagem específica. "Devemos usar formas de ensinamento diferentes para cada grupo. Educar uma criança é diferente de educar um adulto e, sendo assim, devemos nos moldar de acordo com quem nos escuta", completa.

O último tópico foi "Evolução e Atualização para Crianças e Adolescentes", apresentado pelo Dr. Edson Perrotti Santos. Em sua palestra, ele lembrou que a motivação deve ser sempre utilizada na educação com o diabetes, principalmente quando ela é direcionada a crianças e adolescentes. "Em atividades de recreação, elas estão sempre animadas, mas a motivação não é a mesma quando elas são obrigadas a ouvir um palestra, por exemplo", afirma.

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Atualizada em: 06/09/2010

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