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Demografia Médica no Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nova projeção sobre a distribuição dos médicos no país daqui a alguns anos. Intitulada “Concentração de Médicos no Brasil em 2020” a projeção foi elaborada pelo CFM, em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), e  integra o estudo Demografia Médica no Brasil.

Segundo a análise, o plano do governo de abrir mais vagas de Medicina pode ter efeitos extremos, entre eles o crescimento do contingente global de médicos na próxima década sem que sejam apontadas formas concretas de combate à desigualdade no acesso. De acordo com o CFM/Cremesp, isso poderia manter vazios assistenciais em zonas de difícil provimento e gerando-se elevação da densidade de médicos em regiões onde ela já é alta.

De acordo com dados do Ministério da Educação, nos próximos anos serão abertas 2.415 vagas em cursos já existentes, 800 delas no setor privado.

Sobre a projeção

Os números divulgados mostram que não é necessária a abertura de novas vagas para que sejam atingidas as metas do governo federal. Em 2020, apenas com as vagas já existente, existirão 455.892 médicos no Brasil. Levando-se em consideração que em aproximadamente oito anos o país terá uma população de 207.143.243 pessoas, a razão será de 2,20 médicos por 1.000 habitantes. Segundo os dados, este indicador é 0,30 médicos /1.000 habitantes menor do que a meta definida pelo governo (2,5/1.000).

Ainda de acordo com os dados, em 2020, com ou sem novas vagas, mas num cenário de falta de políticas que garantam a fixação de médicos, o país manterá os vazios de cobertura no Nordeste e no Norte e uma alta densidade de profissionais no Sul e no Sudeste e em alguns estados do Centro-Oeste. Em quatro capitais, a concentração em 2020 será maior que 6 médicos por 1.000 habitantes: Vitória (17,85), Porto Alegre (12,19), Belo Horizonte (9,85) e Rio de Janeiro (8,77). O fenômeno atingirá ainda algumas cidades de médio porte: Botucatu (11,06), Ribeirão Preto (7,21) e Campinas (6,43), as três no interior paulista; seguidas de Pelotas (RS), com 5,23; e Criciúma (SC), com taxa de 4,47 médicos por 1.000 habitantes.

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