Data: 16 a 18
Local: Belém, PA
artigos cientificos Comunicados Oficiais congresso cuidados com a saúde diabetes Educação Médica Continuada endocrinologia Eventos Médicos internacional Notícias Notícias Científicas Notícias Gerais Obesidade Osteoporose resumos SBEM SBEM Repórter Tireóide Título de Especialista Webmeeting
Atualizada em: 10/02/2010
Cartões de Desconto
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a distribuição de cupons e vales-desconto aos pacientes para a compra de medicamentos por médicos. Por meio da resolução 1.939/2010, publicada na edição do Diário Oficial da União do dia 9 de fevereiro, ficou estabelecido que a prática não pode acontecer por ir contra o Código de Ética.
A proposta é de autoria do secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, e foi aprovada pelo plenário no mês de janeiro. A decisão foi baseada no argumento de que a oferta desses cupons ou descontos poderia interferir no processo de escolha dos medicamentos prescritos. Ainda de acordo com o texto, a adesão de profissionais às regras de promoções deste tipo deixam o sigilo do paciente vulnerável já que o envio de dados pode revelar, a representantes da indústria farmacêutica, o diagnóstico de sua doença.
Segundo a nova regra, a proteção do sigilo profissional veda ao médico o preenchimento de qualquer espécie de cadastro, formulário, ficha, cartão de informações ou documentos assemelhados que permita o conhecimento de dados exclusivos do atendimento.
Opinião dos Endocrinologistas
Em fevereiro de 2009, a SBEM, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), divulgou o resultado de uma pesquisa sobre a distribuição de cupons de desconto, feita com cerca de 700 sócios das duas entidades.
De acordo com o resultado, 76,54% dos profissionais de saúde afirmaram que a distribuição dos cartões seria um procedimento para controlar o receituário do médico; 61,02% acreditam que o consultório não é o local adequado para a distribuição de cartões de desconto, tampouco a farmácia - segundo opinião de 55,56% dos sócios que participaram da enquete.
Ainda sobre o fornecimento dos cartões, 51,50% acham que isso distorceria a relação do médico com o paciente; e 49,50% acreditam que essa ação violaria o sigilo médico, pois há identificação do paciente para o laboratório em questão.
Leia Mais
Atualizada em: 10/02/2010
código de ética Conselho Federal de Medicina cupons de desconto desconto Medicamentos Notícias remédios
FABIOLA ALVES BATISTA, 11/02/2010 - 18:02h.
Atitude acertada do CFM visto que a distribuição dos cartões de desconto aos pacientes a meu ver é uma forma de cerceamento da prescrição médica. Além disso a "fidelização" do cliente à determinadas marcas comerciais não pode ser de responsabilidade médica.
Alcary Simões Junior, 11/02/2010 - 23:02h.
Se a Industria farmacêutica, reavaliando seus custos e debatendo com entidades governamentais, reduzir os preços dos seus medicamentos, para próximos ou ao nível daqueles que são vendidos aos beneficiados pela fidelização, já valerá a resolução CFM 1939/2010, DOU 09/02/2010. Isto, independentemente de todas idéias decorrentes da adoção ou não dos "cartões de desconto". Caso isto não ocorra, muitos pacientes, certamente, deixarão de ter os benefícios médicos desses bons medicamentos.
Fabio Ferrari, 14/02/2010 - 10:02h.
Acertada a decisão do CFM. Como ex-funcionário da industria que trabalhava com este tipo de abordagem conheço bem quais são os reais interesses da industria com esta ferramenta de merketing. O cartão de sdesconto controla minunciosamente quem são os médicos prescritores de cada produto, quantas compras seus clientes fazem mensalmente. Existe também uma quantidade máxima de cartoes a serem distribuídas para que o produto continue rentável. Então aonde está o carater social desta ferramenta? Não existe. Tudo está relacionada com o lucro. Com esta medida a tendencia é termos uma redução de preços mesmo que pequena e assim todos os pacientes poderão se beneficiar não só aqueles que ganham o cartão de seus médicos.