Câncer de Tireóide - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
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Câncer de Tireóide

O câncer de tireóide é tipo mais raro de câncer, mas pode ser diagnosticado precocemente, aumentando as possibilidades de sucesso do tratamento. Embora seja três vezes mais freqüente em mulheres, a doença afeta também homens. A faixa etária de mais risco é entre 25 e 65 anos.

Ele se desenvolve a partir de um tumor maligno, que cresce dentro da glândula da tireóide e, normalmente, é descoberto por meio do auto-exame. É fundamental que o paciente procure um endocrinologista, para acompanhar o tratamento. Mesmo depois de encerrado é recomendada a visita regular ao especialista, para evitar que o câncer reapareça.  

Aproximadamente 10% da população adulta têm nódulos tireoideanos, mas, desse número, cerca de 90% são benignos. A incidência da doença aumentou em 10% na última década, mas sua mortalidade diminuiu. De 65 a 80% dos casos são diagnosticados como câncer de tireóide papilar; de 10 a 15%, são foliculares; de 5 a 10% são medulares e de 3 a 5% dos diagnosticados como anaplásicos.

Tipos de Câncer de Tireóide

- Carcinoma papilifero - é o mais comum. Pode aparecer em pacientes de qualquer idade, mas é mais freqüente entre 30 e 50 anos. Estima-se que uma a cada mil pessoas tem ou já teve este tipo de câncer. A taxa de cura é alta, chegando a quase 100%.

- Carcinoma folicular - Costuma ocorrer em indivíduos com mais de 40 anos. É mais agressivo do que o papilífero. Em dois terços dos casos, não têm tendência à disseminação. Um tipo de carcinoma folicular mais agressivo é o hurthle, que atinge pessoas com mais de 60 anos.

- Carcinoma medular - Afeta as células parafoliculares, responsáveis pela produção da calcitonia, hormônio que contribui na regulação do nível sanguíneo de cálcio. É de difícil tratamento e, usualmente, se apresenta de moderado a muito agressivo.

- Carcinoma anaplásico ou inmedular - Extremamente raro. Contudo, é do tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil. É responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireóide.

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Valíria Lassarotti Geremias, 10/07/2009 - 14:07h.

Muito interessante os esclarecimentos sobre a tireóide mas, gostaria de saber, se um nódulo benigno pode se tornar maligno. obrigada


Lúcia Martha Ferreira Rodrigues, 20/09/2010 - 01:09h.

Fiz exame de ultrassonografia 2009 e foi detectado dois nódulos e agora 2010 fiz novamente e foi detectado mais dois nódulos (total de quatro),gostaria de saber se é necessário tomar medicamentos para reduzi-los??? A médica disse que era muitos pequeninos, eu estou apavorada,procuro opinião de outro médico??? Li reportagem do jornal Extra sobre esse assunto, parabéns por nos esclarecer, temos muitas dúvidas.Desde já lhes agradeço pela resposta.Obrigada


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