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10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Adrenal

Enquete realizada no site da SBEM mostrou o que o público tem de conhecimento sobre Adrenal. De acordo com os dados, apenas 16,6% das pessoas nunca ouviram falar em Adrenal; 7,8% acreditam que se trata de um hormônio; 4,1% um medicamento; apenas 0,5% uma doença e 71%, uma glândula. É positivo saber que a maioria dos internautas tenha acertado a enquete e para melhorar o conhecimento, o site da SBEM publica agora as 10 coisas que você precisa saber sobre Adrenal.

1 – As glândulas supra-renais ou adrenal, como também são chamadas, são glândulas pequenas, componentes do sistema endócrino. Elas estão localizadas acima de cada rim e na parte mais anterior.

2 – Cada uma delas possui cerca de 5 cm de diâmetro, sendo dividida em duas partes principais: uma camada externa, conhecida como córtex, e uma parte central, chamada de medula.  

3 – A Adrenal é responsável por sintetizar hormônios importantes no processo metabólico, como a aldosterona e o cortisol, além de alguns hormônios sexuais como a testosterona, a adrenalina e a noradrenalina.

4 – A adrenalina e a noradrenalina são hormônios importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo, diante de condições de emergência, tais como emoções fortes, estresse, choque, entre outros. Eles preparam o organismo para a fuga ou luta. A adrenalina aumenta o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea em resposta ao estresse ou ansiedade. O fluxo sanguíneo para os músculos aumenta, a pele empalidece, as pupilas dos olhos dilatam e o fígado libera glicose no sangue. Estas alterações preparam o corpo para ação imediata.

5 – A adrenalina ainda pode ser utilizada como medicamento no tratamento do estado de choque, nos ataques agudos de alergia e na asma grave. Também é utilizada para diminuir a absorção dos anestésicos locais, aumentando assim seu efeito e reduzindo o sangramento, especialmente em cirurgias dermatológicas.

6 – Os vários hormônios produzidos pelo córtex - as corticosteronas - controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.

7 – Entre as doenças associadas a distúrbios na produção de hormônios na glândula adrenal estão a Doença de Addison, a Síndrome de Cushing e o Feocromocitoma. O Câncer é raro, mas pode ocorrer. O tipo mais comum é o Carcinoma Adrenocortical (originado na camada cortical). Os cânceres da camada mais interna (medula) são chamados Feocromocitomas.

8 – A Doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo, é uma rara doença endocrinológica. Ela progride lentamente e os sintomas podem ser discretos ou ausentes até que ocorra uma situação de stress. Os sintomas mais comuns são: fadiga crônica, com piora progressiva; fraqueza muscular; perda de apetite; perda de peso; náusea e vômitos; diarréia; hipotensão, que piora ao se levantar; áreas de hiperpigmentação (pele escurecida), conhecidas como melasma suprarrenal; irritabilidade; depressão; vontade de ingerir sal e alimentos salgados; e hipoglicemia (mais severa em crianças).

9 – A Síndrome de Cushing é uma desordem endócrina causada por níveis elevados de cortisol no sangue. Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no tronco e no pescoço. Ocorre, também, afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura e, consequentemente, fraqueza muscular, que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer.

10 – Feocromocitomas são tumores, geralmente benignos, de células cromafins, formados por células produtoras de substâncias adrenégicas, como a adrenalina. Costumam se localizar nas glândulas adrenais ou suprarenais, mas podem ter outras localizações. Esse tipo de tumor raramente responde à quimioterapia ou radioterapia, necessitando de intervenção cirúrgica. Eles podem ser "silenciosos", mas podem ter os mais variados graus de sintomas, sendo os mais intensos os das chamadas crises adrenérgicas. Neste caso, o portador apresenta crises súbitas de aceleração do coração, com grandes elevações de pressão arterial, dor de cabeça e sudorese.

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manchas no rosto, 29/12/2010 - 02:12h.

O artigo está com um ótimo teor de informação. Admito que até mesmo eu, grande conhecedor e estudioso de biologia humana gostei de ver certo pontos destacados e outros mais claros do que geralmente colocam em outros sites sobre o mesmo assunto. Continue com boas matérias como estas, está de parabéns! Alfred.

Resposta: Oi Alfred, obrigado pelas palavras de incentivo e envie sugestões sobre temas que gostaria de ler. Continue sempre conosco. Abs, Equipe de Jornalismo da SBEM.


Andreia Mota, 30/08/2011 - 20:08h.

Adorei o artigo,vocês estão de parabéns! Tenho uma irmã que depois de passar por uma situação de estresse muito grande em família apresentou um quadro de hipoglicemia e hipotensão, sendo que ela já vinha apresentando um quadro de depressão, perda de peso e fadiga. Ela poderia está apresentando um quadro de Doença de Addison? Agradeço a atenção e mais UMA VEZ PARABÉNS!


Maia helena, 09/05/2012 - 22:05h.

Muito boa a matéria . Minha irma esta com tumor na glandula adrenal. Gostaria de saber se a cirurgia e de alto risco e onde no Rio de Janeiro tem especialista p essa cirurgia. Tem algum blog ou grupo de pessoas que tenham operado para podermos trocar idéias? Obrigada

Resposta: Prezada Maia. Obrigado pela mensagem. Não temos conhecimento de algum grupo específico sobre cirurgia de adrenal, mas pode ser que eles existam em alguma rede social (orkut, facebook, ou listas de discussão no yahoogroups, por exemplo). Quanto ao especialista, você pode buscá-lo na capa do site da SBEM, utilizando nossa ferramenda de busca de médicos. Att, Pablo de Moraes Jornalista da SBEM


wilian helber mota, 24/04/2013 - 09:04h.

show de bola o artigo, enriquece muito o conhecimento. parabéns. Gostaria de saber se você tem maiores informações sobre a Doença de Addison, suas complicações fisiológicas, características bioquímicas, etiologia... E mais uma vez parabenizo pelo artigo.


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